
O presidente Lula da Silva determinou a ministros um levantamento sobre os possíveis impactos da decisão dos Estados Unidos (EUA) de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Segundo aliados, Lula considera que a medida teve motivação eleitoral e pretende reforçar o discurso de defesa da soberania nacional após o anúncio do governo de Donald Trump.
A avaliação no Palácio do Planalto é que a decisão fortalece politicamente o senador Flávio Bolsonaro, que esteve em Washington dias antes do anúncio e defendeu junto ao governo americano o enquadramento das facções brasileiras como grupos terroristas.
O governo quer entender os reflexos da medida sobre investimentos, turismo e relações diplomáticas antes de definir uma posição oficial.
Foram acionados os ministérios da Fazenda, da Justiça, o Itamaraty e a Advocacia-Geral da União para avaliar os desdobramentos da decisão americana.
Nos bastidores, interlocutores de Lula defendem associar a iniciativa ao campo bolsonarista, argumentando que o episódio representa mais um capítulo da pressão internacional sobre o Brasil.
O presidente deve voltar ao tema durante agenda pública nesta sexta-feira (29), quando participa de evento da Petrobras em Sergipe.
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