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Reconvale Noticias | Nikolas usou informação de grupo criminoso para atacar Duda Salabert, aponta PF



Após ter um dos seus aliados preso na última semana por envolvimento em um esquema bilionário no setor da mineração, Nikolas Ferreira (PL-MG) volta a ser mencionado em documentos da Polícia Federal (PF). De acordo com os documentos anexados no inquérito, o deputado apresentou, em novembro de 2024, uma denúncia contra Duda Salabert (PDT-MG), mas parte das informações usadas veio de integrantes do grupo alvo da Operação Rejeito.
A investigação já levou à prisão de 22 pessoas, entre empresários, políticos e servidores públicos. Segundo a PF, a ofensiva contra Duda começou depois que ela pediu à Agência Nacional de Mineração a paralisação das atividades na Serra do Curral, em Belo Horizonte, em julho de 2023.
Interceptações mostram que o ofício enviado pela deputada foi repassado por um diretor da ANM ao ex-deputado João Alberto Lages, ambos agora presos. A PF aponta que eles forneciam dados e articulação política para defender os interesses do grupo.
Segundo os investigadores, a organização criminosa teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração, com a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas.
Segundo informações da ONG Repórter Brasil, Nikolas nega relação com o grupo investigado.
Denúncia usada contra Duda

Mensagens obtidas pelos investigadores revelam que o empresário Gilberto Henrique Horta de Carvalho, também preso, já atacava Duda desde 2022 e via a parlamentar como ameaça aos negócios da mineração. Em outubro de 2024, ele chegou a repassar supostos gastos de campanha ao delegado federal Rodrigo Teixeira, acusado de atuar como facilitador do esquema.

Um mês depois, Nikolas protocolou denúncia contra a deputada na PF, alegando desvio de recursos do fundo eleitoral. Duda negou irregularidades e afirmou que todas as contratações foram legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Veja a troca de mensagens do grupo criminoso que teria servido de base para a denúncia de Nikolas:

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