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Reconvale Noticias | Michelle Bolsonaro reage ao cerco da PF em sua casa: "Humilhação"


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro falou em "desafio enorme" e "aguentar as humilhações" ao reagir à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou nesta terça-feira (26) que a residência onde vive com seu marido Jair Bolsonaro em Brasília seja monitorada por agentes de segurança da Polícia Federal (PF) durante 24 horas por dia a partir de agora.
"A cada dia que passa, o desafio tem sido enorme: resistir à perseguição, lidar com as incertezas e aguentar as humilhações. Mas não tem nada, não. Nós vamos vencer. Deus é bom o tempo todo, e nós temos uma promessa", escreveu Michelle em um story no seu perfil do Instagram.


Reprodução/Instagram Michelle Bolsonaro
Apesar da reação dramática nos stories, Michelle adotou um tom mais debochado ao responder a um comentário sobre uma publicação repercutindo a notícia de que a PF pediu a Moraes para colocar agentes dentro da casa de Bolsonaro. Um seguidor havia afirmado que "daqui a pouco vão mandar um policial dormir com a Michelle no lugar do Bolsonaro", ao que a ex-primeira-dama respondeu: "Deixo não".
A Polícia Federal (PF) reagiu à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que fosse instituída campana de 24h ao redor da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, diante do risco de fuga.
O ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Polícia Federal que teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Porém, em sua decisão, Moraes determinou que a campana fosse realizada “sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”.
A PF, no entanto, pediu autorização para que uma equipe de policiais permaneça dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro em tempo integral, a fim de evitar qualquer possibilidade de fuga.
No ofício assinado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, consta que “para garantir a efetividade da medida (manutenção da prisão domiciliar) seria imperiosa a determinação para uma equipe de policiais permanecer 24h no interior da residência”.
Para o diretor-geral, as medidas sugeridas pela PGR exigiriam que muitos policiais federais ficassem nos arredores do condomínio de Bolsonaro e que fosse necessário fiscalizar o acesso de veículos, o que poderia causar desconforto aos moradores — contrariando, assim, a própria determinação de Moraes.

Diante desse cenário, Rodrigues avaliou que a melhor solução seria a permanência de agentes da Polcia Federal dentro da casa de Bolsonaro por 24h diárias.

O ministro Alexandre de Moraes remeteu o pedido da PF à PGR, que deve apresentar um novo posicionamento diante da solicitação.
Moraes determina campana policial 24h para Bolsonaro não fugir

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e relator da ação penal da tentativa de golpe de Estado que tramita na Corte, acaba de determinar que a residência de Jair Bolsonaro (PL) em Brasília seja monitorada por agentes de segurança durante 24 horas por dia a partir de agora. Distante apenas 10 minutos de carro da embaixada dos EUA, o grande receio que havia até o momento era o de que o ex-presidente, mesmo com tornozeleira eletrônica, saísse do imóvel e chegasse à referida representação diplomática, onde receberia asilo e estaria fora do alcance da Justiça.

O caso foi denunciado pela Fórum com exclusividade no último domingo (24), que comprovou com fontes ligadas à Polícia Federal que o líder extremista estava sem campana no condomínio de luxo onde vive atualmente, em regime de prisão domiciliar. A cobertura teve como ponto de partida o ofício encaminhado ao STF e à PF pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que há semanas vinha falando do assunto.

"O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem", despachou o ministro na ordem judicial.

Na tarde de segunda-feira (25), pouco mais de 12 horas após a publicação da Fórum sobre a situação de falta de vigilância sobre Bolsonaro, Moraes oficiou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que desse um parecer em relação ao caso, num prazo de cinco dias. Gonet, no entanto, respondeu poucas horas depois sinalizando positivamente sobre a medida.

A Polícia Penal do Distrito Federal, que é um órgão subordinado ao governo do DF e não à União, é quem ficará incumbido de evitar qualquer eventual fuga do réu principal da ação penal da tentativa de golpe de Estado. O julgamento de Bolsonaro e de outros sete corréus começará na terça-feira que vem (2) e tem previsão de estar encerrado dez dias depois, no dia 12 de setembro, uma sexta-feira.

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