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Fora Bolsonaro sacode as ruas do Brasil neste sábado #3JForaBolsonaro




O Brasil voltou às neste sábado, 3 de julho, para repudiar a corrupção e o genocídio. Enquanto mais de 520 mil pessoas perderam a vida na pandemia, o governo Bolsonaro montou esquema de US$ 1 por dose de vacina para obter até R$ 2 bilhões em propina. A imunização demorou porque eles entraram em desacordo sobre o valor do pixuleco.
A manifestação de hoje, além de condenar a corrupção, também exige auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia e aceleração da vacinação para todos os brasileiros –antes que seja tarde demais, como fora para mais de meio milhão de pessoas.
“Estou indo para manifestação. Curitiba não aguenta mais essa gente. Fora Bolsonaro comida na mesa e vacina no braço!”, justificou Roberto Requião, pré-candidato ao governo do Paraná pelo MDB. O protesto de hoje é “contra os picaretas que ganham comissões e propinas em cima da vacinas que salvam vidas”, completou.
As denúncias de corrupção que pesam sobre os ombros de Jair Bolsonaro, aliadas ao morticínio de mais de meio milhão de brasileiros causado por seu governo genocida, levaram o povo a dizer basta.
Pela terceira vez em menos de dois meses, milhares de pessoas tomam as ruas de mais de 260 cidades do país neste sábado para exigir a saída de Bolsonaro do Planalto, vacina para todos e auxílio emergencial digno, de R$ 600.
#3JForaBolsonaro ao vivo em Curitiba

“Teríamos salvo muitas vidas se Bolsonaro não tivesse recusados as vacinas. Foi genocídio e o lugar de Jair é na cadeia!”, pregou a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidenta nacional do PT.
Diante das ameaças golpistas e autoritárias de Bolsonaro, a defesa da democracia e do patrimônio nacional também estão no centro das manifestações. Os protestos também ocorrem em diversas cidades do exterior.
Pela manhã, várias capitais abrigaram protestos como Rio de Janeiro, Recife, Florianópolis, Belo Horizonte, João Pessoa, Belém, São Luís e Goiânia, assim como cidades do exterior. Berlim, Hamburgo, Dublin e Viena foram as primeiras a registrar manifestações na alvorada de hoje.
“Essas manifestações são pelo impeachment de Bolsonaro e pela certeza de que teremos a continuidade da democracia”, afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), em vídeo gravado direto da manifestação no Recife. De acordo com Costa, as ruas estão tomadas pela indignação e todas as atenções estão voltadas para os trabalhos da CPI da Covid, instalada no Senado para investigar os crimes de Bolsonaro durante a pandemia.
“Temos a oportunidade de ouvir as pessoas, da expectativa que têm da CPI e do Congresso Nacional, de que a Câmara dos Deputados [possa] abrir um processo por crime de responsabilidade de Bolsonaro”, relatou o senador.
Segundo Humberto Costa, diferentemente das arriscadas aglomerações promovidas por Bolsonaro a população sabe protestar. “Aqui, todo mundo está de máscara, utilizando álcool gel, mantendo o distanciamento social, para mostrar que é possível a gente fazer mobilizações dentro das regras sanitárias”.
Bolsonaro acuado
Nesta semana, Bolsonaro acusou o golpe. À medida que a CPI da Covid avança nas investigações, agora por esquemas de corrupção no Ministério da Saúde, o presidente dá sinais de descontrole. A pressão das ruas só deve piorar sua situação. Nesta semana, por exemplo, ele voltou a atacar membros da comissão: “Não vai ser com mentiras ou CPI integrada por sete bandidos que vão nos tirar daqui”, disse, dias antes de a Procuradoria Geral da República pedir abertura de inquérito para investigar Bolsonaro por prevaricação no caso Covaxin. O cerco está se fechando.
Há uma semana, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), declarou à CPI que avisou Bolsonaro pessoalmente sobre um esquema de propina na compra da vacina indiana Covaxin. O encontro ocorreu no dia 20 de março. Na conversa com Miranda, Bolsonaro teria identificado o líder do governo na Câmara Ricardo Barros como chefe do esquema mas nada fez para investigar e punir os responsáveis.

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