Cerca de R$ 24 bilhões poderão deixar de ser investidos por ano em educação, a partir da vigência da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241/2016, de acordo com a Conof (Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira) da Câmara dos Deputados. A estimativa está em fase final de elaboração na
O número – R$ 24 bilhões – considera os orçamentos destinados à MDE (Manutenção e
Procurado para responder a respeito do tema, o ministro da Educação, Mendonça Filho, diz, por
Em 2017, a previsão é que o governo invista além do limite constitucional. De acordo com os
Com a PEC 241/2016, o investimento total "vai depender de governo a governo, que poderá investir mais do que o mínimo", explica o consultor Cláudio Riyudi Tanno, responsável pela elaboração de estudo técnico que analisa os impactos do novo regime fiscal constante na PEC nas políticas educacionais.
Embora educação e saúde tenham sido liberadas de um teto específico, há um teto global de gastos do governo e é esse teto que preocupa as entidades do setor. Tanno avalia que esse teto fará com que as despesas obrigatórias acabem tomando grande espaço e, com isso, os novos investimentos fiquem de lado.
"Tem a possibilidade de aumentar [o investimento em educação], mas no cenário de compressão de despesas é difícil imaginar o crescimento em educação, que terá que ser em detrimento de outras áreas", afirmou. Segundo Tanno, os R$ 24 bilhões descobertos calculados a partir do Projeto de Lei Orçamentária Anual são uma referência para os próximos 20 anos porque 2017 é a base para a correção das despesas em educação.

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