
O Jornal Nacional, da Rede Globo, levou ao noticiário nacional mais um capítulo das investigações envolvendo ACM Neto (União Brasil). Desta vez, no caso Banco Master: o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do candidato ao governo da Bahia. As medidas, que estavam sob segredo, vieram a público em documento encaminhado pelo ministro ao presidente do STF, Edson Fachin.
ACM entrou no caso Master depois que investigações identificaram pagamentos do banco e da Reag para sua empresa de consultoria. A situação ganhou outra dimensão com a proposta de delação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master. Vorcaro afirmou que ACM e Antonio Rueda, presidente do União Brasil, atuavam na captação de recursos de institutos de previdência para o banco em troca de 10% dos valores investidos.
Segundo o relato, os negócios teriam criado uma obrigação de até R$ 200 milhões com os dois políticos, embora Vorcaro não tenha informado quanto teria sido efetivamente pago. A proposta de delação foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República por falta de informações inéditas e de garantias para ressarcimento dos valores das fraudes.
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