
Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião, morreu no dia 2 de agosto de 1989, aos 76 anos, no Hospital Santa Joana, em Recife, Pernambuco. A causa da morte foi uma parada cardiorrespiratória decorrente de um câncer de próstata e um quadro grave de osteoporose.
O Diário de Pernambuco publicava em sua capa uma das manchetes mais tristes dos seus 164 anos: a morte de Luiz Gonzaga, o maior artista popular da história do estado e o que melhor representou a cultura nordestina. Confira:
“Após vários shows de despedida pelo Nordeste, o cantor e compositor Luiz “Lua” Gonzaga, o maior mito da música popular nordestina de todos os tempos, morreu em silêncio, aos 76 anos, às 5h16 de ontem, no Hospital Santa Joana, vítima de pneumonia.”
Abria o texto da matéria da capa, trazendo detalhes dos seus últimos momentos.
“O “Rei do Baião” estava internado há 42 dias para se tratar de câncer generalizado nos ossos e problemas pulmonares. Com seu último suspiro, de tristeza se abateu sobre milhares de fãs espalhados pelo Norte e Sul do País, enquanto a música nordestina ficava ainda mais pobre com o silenciar definitivo da inconfundível voz que imortalizou inúmeros clássicos do cancioneiro popular, como “Asa Branca”.”
Após embalsamado, o corpo de Gonzagão foi velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde os seus fãs puderam dar o derradeiro adeus. A matéria relatava todo o esquema de traslado até Exu, onde seria sepultado.
“Às 9h, o esquife seguirá em Cortejo para o Aeroporto dos Guararapes, onde será embarcado às 10h com destino a Juazeiro, no Ceará. Na terra de Padre Cícero, haverá uma cerimônia religiosa no aeroporto e de lá o esquife será trasladado de helicóptero diretamente para Exu, onde ficará exposto em câmara ardente na matriz. Amanhã à tarde será sepultado no Parque Asa Branca.”
Arquivo extraído do Instagram / Foto: Arquivo Diário de Pernambuco
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