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O jornalista Joaquim de Carvalho, repórter especial do Brasil 247 que acompanha os acontecimentos diretamente do Irã, informou que o conflito entre Teerã e Washington entrou em uma nova fase após uma sequência de ataques militares envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Em vídeo publicado nesta quarta-feira, o repórter descreveu a situação em diferentes regiões do país e afirmou que as autoridades iranianas reforçaram medidas de segurança diante da intensificação dos bombardeios.
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Segundo relato de Joaquim de Carvalho, a equipe do Brasil 247 seguia em direção ao Estreito de Ormuz para realizar uma cobertura na região quando recebeu orientação das autoridades iranianas para alterar a rota por razões de segurança.
“Nós estávamos indo em direção ao estreito de Ormuz para fazer a cobertura de Ormuz, da cidade de Minab, quando houve uma decisão dada pelas autoridades para que nós não entrássemos naquela área. Nós estamos em Shiraz, que fica numa outra região do Irã, e estamos aqui acompanhando os desdobramentos desta nova etapa da guerra”, afirmou.
Estados Unidos ampliam ofensiva e Irã promete retaliar
O jornalista informou que, durante a madrugada, forças norte-americanas atacaram bases militares na região do Golfo Pérsico. Em resposta, segundo seu relato, o Irã realizou ataques contra instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait.
“Hoje houve um ataque, durante a madrugada, na verdade já aqui, madrugada de ontem, houve um ataque dos Estados Unidos a bases militares no estreito de Ormuz, ali no Golfo Pérsico. O Irã revidou, atacou bases ou instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e também no Kuwait”, disse.
Ainda segundo Joaquim de Carvalho, os Estados Unidos voltaram a realizar novos bombardeios horas depois, desta vez de forma mais intensa, levando Teerã a anunciar oficialmente que pretende ampliar sua resposta militar.
“Agora à noite os Estados Unidos voltaram a atacar, agora um ataque mais intenso. O Irã promete revidar, atacar outras bases dos Estados Unidos no Oriente Médio. Isto é oficial”, afirmou.
Funeral de Ali Khamenei concentra atenção do país
Apesar da escalada militar, o principal foco da população iraniana permanece voltado para o funeral de Ali Khamenei, que continua mobilizando milhares de pessoas.
Segundo o repórter, a televisão iraniana exibe continuamente imagens da cerimônia e da multidão acompanhando o cortejo.
“Neste momento a atenção do país está voltada para o sepultamento de Ali Khamenei, que ocorre em Mashhad. Ainda é o funeral. A televisão mostra a imagem de muita gente, o caixão sendo carregado por essas pessoas, entre essas pessoas, as pessoas tocando no caixão.”
De acordo com Joaquim de Carvalho, a expectativa é que uma resposta militar mais ampla seja desencadeada após o encerramento das cerimônias fúnebres.
“Assim que houver o sepultamento de Ali Khamenei, deve haver, sim, uma retaliação. Aliás, o governo prometeu, disse que vai haver retaliação às bases americanas.”
Estreito de Ormuz permanece no centro da crise
Outro ponto destacado pelo jornalista é a crescente tensão em torno do Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Segundo seu relato, havia um acordo sobre a navegação na região, mas a utilização de rotas alternativas por embarcações teria provocado novos confrontos.
“Havia um cessar-fogo, havia um acordo. O Irã estabeleceu qual seria a rota, mas outros navios começaram a fazer rotas alternativas. Aí começaram os confrontos, ou a ação militar para que esses navios não passassem por essas outras rotas.”
Joaquim acrescentou que, posteriormente, os Estados Unidos passaram a contestar esse entendimento.
“Os Estados Unidos decidiram que eles próprios definiriam qual seria a rota. O Irã diz que, pelo acordo, a decisão é dele.”
Na avaliação do repórter, o novo ataque norte-americano ocorreu justamente durante o período do funeral de Ali Khamenei, ampliando ainda mais a tensão na região.
“Os Estados Unidos, mesmo com este enterro, o sepultamento, o velório, ou apesar do velório, ou por conta do próprio velório, começaram este ataque.”
Autoridades iranianas alteraram deslocamento da equipe
Ao final do relato, Joaquim de Carvalho informou que a equipe permaneceu distante da área dos bombardeios por determinação das autoridades iranianas, que decidiram impedir o acesso de jornalistas à região mais afetada pelos ataques.
“Estamos em Shiraz, que não fica no Golfo Pérsico. Estávamos indo para lá, mas houve uma decisão para que desviássemos a rota neste momento. Foi uma decisão, do ponto de vista da segurança, acertada das autoridades iranianas, já que nos tirou do local onde ocorre o bombardeio direto.”
O jornalista afirmou que seguirá acompanhando os acontecimentos diretamente do território iraniano e informou que novas atualizações serão divulgadas à medida que houver novos desdobramentos da crise militar no Oriente Médio.

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