
Lula, de sua parte, segundo auxiliares, aceitaria a renúncia como decisão provisória, esperando que o aliado demonstre sua inocência e possa voltar a ocupar o cargo, ainda que na prática isso dificilmente possa acontecer. O presidente, de fato, não parece ter alternativa para evitar o dano potencial do escândalo. O mais provável substituto seria o senador Camilo Santana (PT-CE).
A medida seria semelhante à que adotou o ex-presidente Itamar Franco em 1993, quando seu chefe do Gabinete Civil, Henrique Hargreaves, foi investigado pela CPI do Orçamento. Demonstrada a improcedência das acusações, Hargreaves voltou ao cargo em 1994.
Lula tem com Jaques Wagner, a quem chama na intimidade de “Galego”, conhecida relação de amizade e confiança, mas nem por isso insistirá em mantê-lo numa função política de sua própria escolha. Como candidato à reeleição, esta seria uma decisão altamente inadequada no momento em que ele amplia a vantagem sobre o adversário Flavio Bolsonaro, gravemente atingido pelas relações espúrias mantidas com Daniel Vorcaro, mas enfrenta também os primeiros sinais de ingerência de Donald Trump na disputa em favor de Bolsonarinho e família. A hora é de blindagem, não de camaradagem.
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