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Reconvale Noticias | Cidade reage a críticas e vê disputa eleitoral ao governo por trás


O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), reagiu nesta quinta-feira (11 de junho) às críticas sobre o contingenciamento de recursos da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
À imprensa, Cidade atribuiu os questionamentos à antecipação da disputa eleitoral de 2026 e afirmou que as medidas adotadas pelo governo seguem critérios técnicos para enfrentar a queda de arrecadação do estado.
O embate ganhou força após o senador e pré-candidato a governador Omar Aziz (PSD) e outros políticos questionar a retirada de R$ 100 milhões previstos para a UEA e relacionar a medida à situação financeira da Amazonprev, fundação de previdência estadual que tem investimentos investigados em operações ligadas ao banco Master.
Sem citar diretamente o senador, Cidade afirmou que adversários da “velha política” estariam tentando desgastar sua gestão.

“Hoje eu quero dizer que nós precisamos ver esses políticos, a velha política, trazendo recursos para o estado do Amazonas, ajudando o nosso estado, não atrapalhando o nosso estado”.
O governador também afirmou que não será intimidado por críticas e que continuará adotando medidas que considera necessárias para manter o funcionamento dos serviços públicos.

“Não vai ser uma narrativa política de alguém que é da velha política, de alguém que sabe fazer terror, para poder dizer que é a pessoa que vai solucionar”.
O governador também disse que não pretende deixar críticas sem resposta.

“Eu não vou me calar dessas narrativas. Eu vou falar para a população, vou sempre dizer o que está acontecendo e falar a verdade”.

Ao justificar as medidas fiscais adotadas pelo Executivo, Cidade afirmou que o Amazonas enfrenta uma redução significativa de receitas provocada pela desvalorização do dólar, fator que afeta diretamente a arrecadação estadual.

“Esse ano nós tivemos uma queda de arrecadação. E essa queda de arrecadação é devido à queda do dólar. O dólar está baixo e quando o dólar cai, a nossa arrecadação cai”.

Segundo o governador, a perda de arrecadação chegou a R$ 695 milhões nos primeiros meses de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Cidade também respondeu às críticas relacionadas à proposta de utilização de recursos parados da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam). Segundo ele, a medida possui precedentes em administrações anteriores e não comprometerá as linhas de crédito destinadas a micro e pequenos empreendedores.
“Isso é narrativa política, porque não tem como me atacar. E lá está contingenciado mais de 200 milhões de reais. Qual é o nosso objetivo? É retirar 100 milhões de reais, para que a gente possa continuar com os serviços essenciais”.
A presidente da Afeam, Cristina Coelho, afirmou que a agência continuará operando normalmente e garantiu que há recursos suficientes para atender a demanda de microcrédito.
“Nenhum cliente que procure a Afeam vai ficar desassistido. Hoje temos R$ 300 milhões destinados no nosso orçamento para aplicação no microcrédito”.
Cidade voltou a associar as críticas ao cenário pré-eleitoral e disse que seu foco permanece na administração do estado.  Fonte : Bncamazonas

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