
Documento cita pico de devastação na Amazônia durante o governo Bolsonaro, enfraquecimento da Moratória da Soja e falhas na fiscalização ambiental como fatores que favorecem exportadores brasileiros.
Um relatório do governo dos Estados Unidos que recomenda a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros aponta o desmatamento ilegal, falhas na fiscalização ambiental e o enfraquecimento da Moratória da Soja como fatores que geram vantagens competitivas para exportadores do Brasil.
O documento destaca que o desmatamento atingiu seu maior nível em 15 anos em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, e afirma que a falta de aplicação efetiva das leis ambientais contribuiu para a expansão de áreas agrícolas e pecuárias de baixo custo.
Os americanos também citam o esvaziamento da Moratória da Soja, acordo firmado por grandes empresas para impedir a compra de grãos produzidos em áreas desmatadas após 2008.
Segundo o relatório, mudanças na legislação estadual e a saída de grandes tradings do pacto podem enfraquecer o combate ao desmatamento.
Apesar de reconhecer avanços recentes na redução da devastação sob o governo Lula, o texto afirma que esses resultados podem ser revertidos por futuras administrações.
O relatório serviu de base para a recomendação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, medida que ainda depende de decisão final do governo dos Estados Unidos.
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