
O Real Time Big Data mostra Flávio Bolsonaro com 44% e Lula com 43% em uma simulação de segundo turno para presidente, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento nacional indica uma disputa aberta no cenário mais polarizado testado pelo instituto, com 7% de votos nulos ou brancos e 6% de eleitores que não sabem ou não responderam.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03627/2026. Segundo o levantamento do Real Time Big Data, foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio, com índice de confiança de 95%.
O dado central da pesquisa é que a diferença de um ponto percentual entre Flávio e Lula no segundo turno não permite apontar vantagem estatística de um sobre o outro. Pela margem de erro, Flávio pode oscilar de 42% a 46%, enquanto Lula pode variar de 41% a 45%, o que mantém os dois tecnicamente empatados.
A pesquisa também testou outros cenários de segundo turno entre Lula e nomes da direita ou de oposição ao governo. Contra Ciro Gomes, Lula aparece com 43%, e Ciro também marca 43%, com 8% de votos nulos ou brancos e 6% de indecisos. Contra Ronaldo Caiado, Lula tem 43%, e o governador de Goiás aparece com 42%, também em empate técnico, com 9% de nulos ou brancos e 6% que não sabem ou não responderam.
Em uma disputa com Romeu Zema, Lula registra 43%, ante 39% do governador mineiro. Nesse cenário, nulos e brancos somam 11%, e 7% não sabem ou não responderam. Já contra Renan Santos, Lula aparece com 48%, enquanto o dirigente do Missão marca 24%; nulos e brancos são 13%, e os indecisos chegam a 15%.
Primeiro turno mostra Lula à frente, mas com Flávio competitivo
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, Lula aparece com 31%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 24%. Jair Bolsonaro é citado por 3%. Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Ciro Gomes aparecem com 1% cada. Os que declaram voto nulo, branco ou em nenhum candidato somam 14%, e os que não sabem chegam a 24%.
No primeiro cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Romeu Zema tem 4%, Renan Santos marca 3%, e Augusto Cury, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo registram 1% cada. Votos nulos ou brancos somam 6%, e 5% não sabem ou não responderam. Rui Costa Pimenta, Samara Martins, Edmilson Costa e Hertz Dias não atingem 1%.
No segundo cenário estimulado, com a presença de Ciro Gomes, Lula aparece com 38%, e Flávio Bolsonaro, com 33%. Ronaldo Caiado, Ciro Gomes e Romeu Zema registram 4% cada. Renan Santos tem 3%, enquanto Augusto Cury, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo marcam 1% cada. Nulos e brancos somam 6%, e 5% não sabem ou não responderam.
Recortes mostram diferenças por gênero, idade, renda e região
No primeiro cenário estimulado, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem empatados entre os homens, ambos com 36%. Entre as mulheres, Lula registra 43%, e Flávio, 32%. No recorte por idade, Lula tem 37% entre eleitores de 16 a 34 anos, 39% entre os de 35 a 59 anos e 44% entre os de 60 anos ou mais. Flávio marca 36%, 36% e 28%, respectivamente.
Por renda, Lula alcança 46% entre eleitores que recebem até dois salários mínimos, contra 30% de Flávio. Na faixa de dois a cinco salários mínimos, Flávio aparece com 39%, e Lula, com 37%. Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, Flávio marca 36%, e Lula, 30%.
O recorte religioso também mostra diferenças relevantes. Entre católicos, Lula tem 43%, e Flávio, 31%. Entre evangélicos, Flávio aparece com 41%, e Lula, 31%. Entre eleitores de outras religiões ou sem religião, Lula marca 44%, e Flávio, 33%.
Regionalmente, no primeiro cenário estimulado, Lula e Flávio empatam no Sudeste, com 36% cada. No Nordeste, Lula abre vantagem, com 52%, contra 25% de Flávio. No Sul, Flávio marca 43%, e Lula, 32%. No Norte, ambos aparecem com 36%. No Centro-Oeste, Lula e Flávio também aparecem empatados, com 33% cada, enquanto Ronaldo Caiado chega a 14%.
Cenário com Ciro altera pouco a disputa central
No segundo cenário estimulado, que inclui Ciro Gomes, o comportamento geral se mantém. Entre homens, Flávio Bolsonaro aparece com 36%, e Lula, com 32%. Entre mulheres, Lula marca 43%, contra 30% de Flávio. Por idade, Lula e Flávio empatam em 36% entre eleitores de 16 a 34 anos; Lula registra 36%, e Flávio, 35%, entre os de 35 a 59 anos; e Lula chega a 44% entre os eleitores de 60 anos ou mais, contra 25% de Flávio.
Na renda, Lula tem 44% entre quem ganha até dois salários mínimos, contra 30% de Flávio. Entre os que recebem de dois a cinco salários mínimos, Flávio marca 37%, e Lula, 35%. Na faixa acima de cinco salários mínimos, Flávio aparece com 35%, e Lula, 28%.
Entre católicos, Lula registra 41%, e Flávio, 30%. Entre evangélicos, Flávio marca 40%, e Lula, 30%. Entre eleitores de outras religiões ou sem religião, Lula tem 42%, contra 31% de Flávio. No recorte regional, Lula aparece com 50% no Nordeste, enquanto Flávio tem 24%; no Sul, Flávio marca 41%, e Lula, 31%.
Rejeição reforça polarização
A rejeição única confirma a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. Lula é o candidato mais rejeitado por 44% dos entrevistados, enquanto Flávio aparece com 41%. Ciro Gomes tem 5%, Romeu Zema registra 4%, Ronaldo Caiado aparece com 2%, e Cabo Daciolo e Augusto Cury também marcam 2%.
O dado indica que os dois principais nomes da pesquisa concentram tanto as maiores intenções de voto quanto os maiores índices de rejeição. Esse quadro ajuda a explicar por que o segundo turno entre Lula e Flávio aparece estatisticamente indefinido, mesmo com Lula liderando os cenários de primeiro turno.
Segunda opção de voto mostra caminhos distintos
Entre os eleitores de Lula, Ciro Gomes aparece como principal segunda opção, com 28%. Em seguida vêm Aldo Rebelo, com 9%, Ronaldo Caiado, com 8%, e Flávio Bolsonaro, com 5%. Nulos e brancos chegam a 22%, e 12% não sabem ou não responderam.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem empatados como segunda opção, ambos com 22%. Ciro Gomes vem depois, com 16%, seguido por Renan Santos, com 14%. Cabo Daciolo marca 6%, Augusto Cury tem 5%, Aldo Rebelo aparece com 4%, e Lula também registra 4%.
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro é a principal segunda opção, com 36%. Romeu Zema aparece com 15%, Ciro Gomes tem 11%, Renan Santos marca 10%, e Lula registra 7%. Entre os eleitores de Ciro Gomes, Lula é a segunda opção mais citada, com 32%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 17%, Ronaldo Caiado, com 13%, Renan Santos, com 12%, e Romeu Zema, com 11%.
No eleitorado de Romeu Zema, Flávio Bolsonaro aparece como segunda opção para 35%, seguido por Ronaldo Caiado, com 20%, Renan Santos, com 19%, e Lula, com 10%. Entre os eleitores de Renan Santos, Romeu Zema tem 22%, Flávio Bolsonaro aparece com 19%, Ronaldo Caiado marca 15%, e Lula registra 4%; nulos e brancos somam 18%, e 16% não sabem ou não responderam.
Temas prioritários variam conforme o eleitorado
A pesquisa também perguntou qual área os entrevistados acreditam que será prioridade de seu candidato caso ele vença a eleição. Entre os eleitores de Lula, economia aparece em primeiro lugar, com 24%, seguida por desenvolvimento e assistência social, com 17%, educação e saúde, ambas com 14%, e infraestrutura, com 8%.
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, economia também lidera, com 26%. Depois aparecem combate à corrupção, com 15%, segurança pública, com 14%, saúde, com 11%, e educação, com 9%. Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, segurança pública lidera com 22%, seguida por combate à corrupção, com 19%, e economia, com 16%.
No eleitorado de Ciro Gomes, economia tem 19%, educação aparece com 17%, combate à corrupção registra 14%, e desenvolvimento e assistência social ficam com 11%. Entre os eleitores de Romeu Zema, combate à corrupção lidera com 32%, seguido por economia, com 21%, e segurança pública, com 13%. Entre os apoiadores de Renan Santos, combate à corrupção aparece com 33%, segurança pública e economia têm 15% cada, e infraestrutura marca 11%.
Pautas econômicas e sociais têm aprovação majoritária
O levantamento testou a opinião dos entrevistados sobre a redução da escala de trabalho de 6x1 para 5x2. No total, 71% aprovam a proposta, 23% desaprovam, e 6% não sabem ou não responderam. Entre os eleitores de Lula, a aprovação chega a 84%; entre os de Flávio Bolsonaro, fica em 59%; entre os de Caiado, 66%; entre os de Ciro, 68%; entre os de Zema, 52%; e entre os de Renan Santos, 56%.
A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais é aprovada por 69% dos entrevistados, enquanto 20% desaprovam e 11% não sabem ou não responderam. A aprovação é de 72% entre eleitores de Lula, 66% entre os de Flávio Bolsonaro, 66% entre os de Caiado, 72% entre os de Ciro, 70% entre os de Zema e 74% entre os de Renan Santos.
A proibição de propaganda de bets, empresas de apostas esportivas, também tem aprovação majoritária. No total, 63% aprovam, 31% desaprovam, e 6% não sabem ou não responderam. Entre os eleitores de Lula, a aprovação é de 65%; entre os de Flávio, 62%; entre os de Caiado, 60%; entre os de Ciro, 65%; entre os de Zema, 59%; e entre os de Renan, 56%.
A redução da maioridade penal para 16 anos é a pauta com maior aprovação entre as testadas: 90% aprovam, 8% desaprovam, e 2% não sabem ou não responderam. A aprovação é de 81% entre eleitores de Lula, 96% entre os de Flávio, 98% entre os de Caiado, 84% entre os de Ciro, 97% entre os de Zema e 97% entre os de Renan Santos.
Confiança nas instituições revela desgaste
O Supremo Tribunal Federal tem 36% de confiança e 55% de desconfiança entre os entrevistados, com 9% de não respostas. Entre eleitores de Lula, 45% confiam e 42% não confiam. Entre os de Flávio, 29% confiam e 64% não confiam. Entre os de Zema, a desconfiança chega a 73%, e entre os de Renan Santos, a 78%.
O Congresso Nacional registra 32% de confiança e 62% de desconfiança. Entre eleitores de Lula, 36% confiam e 60% não confiam. Entre os de Flávio, 30% confiam e 62% não confiam. A desconfiança chega a 80% entre os eleitores de Renan Santos e a 76% entre os de Zema.
A imprensa tem 40% de confiança e 52% de desconfiança. Entre eleitores de Lula, 43% confiam e 50% não confiam. Entre os de Flávio, 33% confiam e 58% não confiam. Já as Forças Armadas aparecem em situação mais equilibrada: 48% confiam, 44% não confiam, e 8% não sabem ou não responderam.
Percepções sobre o país e programas sociais
A afirmação “o Brasil é um país rico, mas com um povo pobre” tem concordância de 79% dos entrevistados, contra 15% de discordância e 6% de não respostas. A concordância é majoritária em todos os eleitorados testados, chegando a 83% entre eleitores de Renan Santos e a 82% entre os de Lula.
A frase “o presidente do Brasil precisa acreditar em Deus” tem 85% de concordância, 12% de discordância e 3% de não respostas. A concordância é de 86% entre eleitores de Lula, 88% entre os de Flávio, 83% entre os de Caiado, 78% entre os de Ciro, 80% entre os de Zema e 79% entre os de Renan.
Sobre a frase “o Bolsa Família tem incentivado os beneficiários a não trabalharem”, 51% concordam, 44% discordam, e 5% não sabem ou não responderam. Entre eleitores de Lula, 70% discordam da afirmação, enquanto 27% concordam. Entre eleitores de Flávio, 70% concordam. A concordância chega a 81% entre os eleitores de Renan Santos e a 76% entre os de Zema.
A afirmação “a corrupção é um problema em toda a sociedade brasileira” tem concordância de 91% dos entrevistados, 7% de discordância e 2% de não respostas. A concordância é alta em todos os grupos: 88% entre eleitores de Lula, 92% entre os de Flávio, 94% entre os de Caiado, 88% entre os de Ciro, 96% entre os de Zema e 95% entre os de Renan.
A frase “o Brasil é o país do futuro” divide mais os entrevistados. No total, 43% concordam, 53% discordam, e 4% não sabem ou não responderam. A afirmação “o Brasil é uma potência mundial” tem 48% de concordância, 45% de discordância e 7% de não respostas.
Trump, guerra e economia
A pesquisa também perguntou como os eleitores avaliam um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um candidato à Presidência do Brasil. Para 35%, o apoio seria negativo; 32% dizem que seria indiferente; 26% avaliam como positivo; e 7% não sabem ou não responderam.
Entre eleitores de Lula, 48% consideram esse apoio negativo, 30% indiferente e 13% positivo. Entre os de Flávio Bolsonaro, 41% veem o apoio como positivo, 27% como indiferente e 25% como negativo. Entre os eleitores de Caiado, 32% avaliam como positivo, 35% como indiferente e 30% como negativo.
O levantamento ainda perguntou se a guerra entre Irã e Estados Unidos provocaria aumento nos preços dos alimentos e combustíveis. No total, 81% responderam que sim, 14% disseram que não, e 5% não souberam ou não responderam. A percepção de aumento é majoritária em todos os eleitorados: 77% entre eleitores de Lula, 82% entre os de Flávio, 85% entre os de Caiado, 81% entre os de Ciro, 88% entre os de Zema e 86% entre os de Renan Santos.
Avaliação do governo Lula
Na comparação entre a economia no governo Lula e no governo Bolsonaro, 40% dos entrevistados dizem que a situação está pior, 31% afirmam que está melhor, 25% avaliam que está igual, e 4% não sabem ou não responderam. Entre eleitores de Lula, 69% dizem que a economia está melhor. Entre os de Flávio, 83% afirmam que está pior. Entre os de Zema, 81% também veem piora.
A avaliação do trabalho do presidente Lula mostra 42% de aprovação e 52% de desaprovação, com 6% de não respostas. Quando a resposta é detalhada, 14% consideram o governo ótimo, 13% bom, 23% regular, 20% ruim e 28% péssimo.
Perfil da amostra
A amostra da pesquisa é formada por 53% de mulheres e 47% de homens. Por idade, 31% dos entrevistados têm de 16 a 34 anos, 46% têm de 35 a 59 anos, e 23% têm 60 anos ou mais. Em escolaridade, 37% têm até o ensino fundamental completo, 46% têm até o ensino médio completo, e 17% têm superior incompleto ou mais.
Por renda, 46% recebem até dois salários mínimos, 33% recebem de dois a cinco salários mínimos, e 21% ganham mais de cinco salários mínimos. No recorte regional, 42% dos entrevistados estão no Sudeste, 28% no Nordeste, 15% no Sul, 8% no Norte e 7% no Centro-Oeste.
O conjunto dos dados aponta uma eleição nacional ainda indefinida no cenário de segundo turno mais competitivo, com Lula e Flávio Bolsonaro separados por apenas um ponto percentual e ambos dentro da margem de erro. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que a disputa presidencial combina alta polarização, rejeição elevada aos principais nomes e forte influência de temas econômicos, sociais e institucionais na percepção dos eleitores.
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