
Em pronunciamento oficial por ocasição do Dia do Trabalhador, presidente Lula anunciou, em pronunciamento na TV, o lançamento do programa de renegociação de dívidas chamado “Novo Desenrola Brasil”, que entra em vigor na próxima segunda-feira (4).
A proposta busca aliviar a vida de milhões de brasileiros endividados, oferecendo descontos que podem chegar a até 90% nas dívidas em atraso. Com taxas limitadas a 1,99% ao mês, o programa beneficia aqueles com renda de até 5 salários mínimos e com dívidas de até dois anos.
Em um tom claro, Lula explicou que o governo não quer apenas renegociar, mas evitar que os endividados voltem a se comprometer financeiramente em pouco tempo. Um dos requisitos para aderir ao programa é o bloqueio das plataformas de apostas online por um ano.
“Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos”, disse o presidente, mostrando sua preocupação com o impacto das apostas online na vida das famílias mais vulneráveis.
Uso do FGTS e renegociação simplificada
Além disso, o programa permite o uso de até 20% do saldo do FGTS para quitar a dívida, mas somente se o valor for suficiente para pagar o débito total. A renegociação será feita diretamente nos bancos onde os clientes têm a dívida, simplificando o processo que, em 2023, era realizado por meio de uma plataforma online.
O governo federal aposta no programa para diminuir o impacto da crise financeira, já que, segundo o Banco Central, 30% da renda dos brasileiros está comprometida com dívidas, o maior índice da série histórica. O presidente também anunciou que o programa ficará aberto por 90 dias, com possibilidade de parcelamento das dívidas em até quatro anos.
A fala de Lula também incluiu um projeto de lei enviado ao Congresso para reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição salarial. “O fim da escala 6×1 vai garantir mais tempo com a família”, disse Lula, referindo-se à sobrecarga que muitos trabalhadores enfrentam.
Em outro momento, o presidente comentou a crise global de combustíveis, destacando que o Brasil tem sido um dos países menos afetados pela alta nos preços, graças às medidas adotadas pelo governo para reduzir impostos sobre os combustíveis e garantir o abastecimento estável no país, mesmo diante da guerra no Oriente Médio.
Confira o pronunciamento na íntegra.
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