
As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a partir da participação do ministro no programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quinta-feira, 30 de abril.
De acordo com o Novo Caged, o país gerou mais de 228 mil empregos com carteira assinada em março e mais de 613 mil no primeiro trimestre de 2026. No acumulado de 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1,21 milhão de postos formais.
O resultado elevou para 49 milhões o número de vínculos com carteira assinada no Brasil, uma alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Nesses três anos e três meses são mais de 7 milhões e 200 mil trabalhadores e trabalhadoras agregadas no mercado de trabalho brasileiro, motivo de muita satisfação”, afirmou Marinho.
O ministro ressaltou que os dados do Novo Caged consideram apenas empregos formais. Segundo ele, a inclusão de outros vínculos, como os registrados pela Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), deve ampliar ainda mais esse número.
“A RAIS, que a gente divulga semana que vem, traz os demais formatos de emprego, serviço público, trabalhador doméstico. É um motivo de muita comemoração para os trabalhadores e trabalhadoras”, disse.
Avanço do emprego feminino e persistência da desigualdade
Durante a entrevista, Marinho também abordou o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, que aponta crescimento na participação feminina no mercado de trabalho formal.
O número de mulheres ocupadas aumentou 11%, chegando a 8 milhões. Entre as mulheres negras, o avanço foi ainda mais expressivo: 29%, totalizando 4,2 milhões de trabalhadoras.
Apesar dos avanços, o ministro destacou que a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste e exige maior engajamento das empresas.
“Nós temos evoluções importantes, mas temos que insistir muito, temos que chamar a sensibilização das empresas para esse processo. As empresas têm que se sensibilizar e olhar para o seu interior: ‘o que está acontecendo?’”, afirmou.

A diferença salarial média segue em 21,3%, com maior disparidade em cargos de nível superior e em grandes empresas.
Marinho também destacou que, embora representem cerca de 41% da força de trabalho, as mulheres concentram pouco mais de 30% da massa salarial.
“Esse é o aspecto que está incomodando muito, mas é preciso que a gente tenha persistência (...). Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, nós vamos furando lentamente esse processo, sem desanimar”, declarou.
Saúde mental entra na agenda do trabalho
Outro ponto enfatizado pelo ministro foi a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que trata da gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
Segundo Marinho, a medida reforça a obrigação das empresas de implementar políticas voltadas à saúde mental dos trabalhadores.
“A NR1 é a que trata dos impactos psicossociais no ambiente de trabalho e a obrigação das empresas organizarem um processo junto aos seus trabalhadores de orientação para a saúde mental. Isso é muito importante”, disse.
O prazo para adequação das empresas termina em 26 de maio, e, segundo o ministro, não haverá nova prorrogação.
“As empresas vêm pedindo para prorrogar. Já fizemos uma prorrogação no ano passado para isso e não temos disposição de fazer a prorrogação”, afirmou.
Ele explicou que, inicialmente, a fiscalização terá caráter orientador.
“Nesse primeiro momento, a orientação para os nossos auditores é observar e orientar. Não é para sair autuando as empresas (...). Nós precisamos ajudar as empresas a organizar esse processo”, acrescentou.
Semana do trabalhador terá ações em todo o país
Marinho também destacou a programação da Semana do Trabalhador, que contará com ações em diversas regiões do país.
Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o Ministério do Trabalho promoverá serviços como intermediação de emprego, vacinação e atividades ligadas à economia solidária.
“A gente quer propiciar que as pessoas tenham mais contato com o mundo do trabalho, quais os trabalhos que têm, as políticas que têm, quais os serviços que têm prestado. Esse é um momento das pessoas tomarem conhecimento”, concluiu o ministro.
0 Comentários