
A Justiça decidiu manter a prisão preventiva da advogada Elis Amanda Bonfim Ribeiro, apontada pela Polícia Civil como mandante das mortes do ex-companheiro, Alex Duarte Santos, de 47 anos, e do ex-cunhado, Anderson Duarte Santos, de 44. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (30). A suspeita seguirá custodiada no sistema prisional.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os dois crimes ocorreram em um intervalo de menos de três meses. Alex foi morto na Estrada da Rainha, enquanto Anderson foi executado a tiros no momento em que chegava para abrir o próprio estabelecimento comercial. Testemunhas relataram que um homem em uma motocicleta se aproximou e efetuou os disparos.
Durante a audiência, a defesa da advogada contou com a atuação de sete advogados. Apesar disso, o juiz responsável pelo caso entendeu que havia elementos suficientes para manter a prisão preventiva da investigada.
Outros dois suspeitos de participação nos crimes, identificados como Adilson e Tiago, também passaram por audiência. Segundo a polícia, eles teriam recebido cerca de R$ 6 mil para executar uma das vítimas. Durante o cumprimento de mandados, foram apreendidos uma motocicleta e um capacete que, conforme as investigações, estariam ligados à advogada.
A mãe das vítimas, Regina, afirmou estar aliviada com a decisão judicial, apesar da dor pela perda dos filhos. “Eu estou triste, porque não vou ter mais meus filhos, mas estou aliviada porque quem fez não vai ficar impune”, disse. Segundo ela, os filhos não tinham envolvimento com crimes e foram vítimas de uma “perversidade”.
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