
Uma soldado da Polícia Militar da Bahia que atirou contra uma major dentro do Departamento de Apoio Logístico (DAL), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, relatava viver uma possível perseguição no ambiente de trabalho. O caso aconteceu por volta das 11h desta segunda-feira (23) e deixou as duas policiais feridas.
Segundo informações iniciais, a major Caroline Ferreira Souza estava em uma sala quando foi surpreendida pela soldado Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, de 24 anos, que entrou no local e efetuou disparos. A oficial foi atingida no rosto.
Durante a ação, um tenente-coronel presenciou o ataque e reagiu rapidamente, atirando contra a soldado para conter a situação e evitar consequências ainda mais graves. Ana Beatriz foi baleada no tórax e no braço.
As duas policiais receberam os primeiros socorros de colegas e foram levadas para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Depois, a major foi transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde deve passar por cirurgia no maxilar. Ambas seguem internadas, conscientes, estáveis e sem risco de morte.
INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO
A principal linha de investigação aponta que a soldado enfrentava problemas psicológicos e já realizava acompanhamento profissional. A informação foi divulgada pelo advogado Lucas Sestelo, da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra), que representa a policial.
De acordo com ele, Ana Beatriz chegou a relatar que estaria sendo perseguida dentro da corporação, mas essa versão ainda não foi confirmada oficialmente. “Ela me disse que sofria algum tipo de perseguição, mas isso ainda precisa ser apurado. Só as investigações e avaliações psicológicas poderão esclarecer se houve um surto”, afirmou.
A soldado tem cinco anos de atuação na PM e é filha de um major da corporação. Até o momento, não há confirmação de prisão em flagrante.
Em nota, a Polícia Militar da Bahia informou que acompanha o estado de saúde das duas agentes, confirmou o ataque e disse que o caso será investigado.
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