
O cenário político da oposição na Bahia para as eleições de 2026 ainda não está definido, mas as articulações nos bastidores já começam a movimentar lideranças em todo o estado. Um dos nomes que passou a ganhar força nas conversas é o do prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), que vem sendo apontado como possível candidato a vice-governador em uma eventual chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). A movimentação ganhou destaque após o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), indicar que pretende permanecer no cargo e cumprir integralmente o mandato à frente da prefeitura.
Ao comentar a possibilidade de disputar a vice-governadoria, José Ronaldo afirmou que sua prioridade é respeitar o compromisso firmado com a população de Feira de Santana. Segundo ele, a intenção é concluir o mandato municipal, embora reconheça que o cenário político pode evoluir com a aproximação dos prazos eleitorais e do período de filiações partidárias. Com isso, aliados da oposição passaram a enxergar em Zé Cocá uma alternativa competitiva para compor a chapa majoritária.
Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Cocá consolidou uma forte base política no município e ampliou sua influência na região do Médio Rio de Contas, fator considerado estratégico nas discussões internas do grupo oposicionista. Nos bastidores, seu nome também chegou a ser cogitado para apoiar a tentativa de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT), mas essa possibilidade perdeu força diante da aproximação do prefeito com o grupo liderado por ACM Neto e das críticas recentes feitas por ele ao governo estadual. Apesar das movimentações, interlocutores da oposição afirmam que ainda não há definição oficial sobre a composição da chapa para 2026, e as negociações devem se intensificar nos próximos meses.
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