
O médico Claudio Birolini afirmou na noite desta sexta-feira (13) que, apesar de apresentar estabilidade, o quadro de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é considerado “extremamente grave”.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva concedida no Hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. Também participaram da coletiva os médicos Leandro Echenique e Brasil Caiado.
“Já tínhamos alertado nos relatórios sobre os riscos de pneumonia aspirativa, e novamente temos que lidar com essa situação bastante crítica. Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Estamos lidando com uma situação extremamente grave”, declarou Birolini.
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De acordo com boletim divulgado pelo hospital no início da tarde, o ex-presidente chegou à unidade com febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, Bolsonaro apresentou mal-estar súbito durante a madrugada enquanto estava detido na unidade conhecida como Papudinha. Após avaliação da equipe médica de plantão, foi determinada a transferência imediata para o hospital.
A infecção pulmonar teria sido causada pela aspiração de líquidos do estômago, associada a um quadro de refluxo. Bolsonaro sofre com episódios de soluços desde a facada que sofreu durante a campanha eleitoral de Atentado contra Jair Bolsonaro em 2018.
No hospital, o ex-presidente passou por tomografia e exames laboratoriais e está sendo tratado com dois antibióticos administrados por via intravenosa, além de suporte de oxigênio nasal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante durante a internação. Também foram liberadas visitas dos filhos do ex-presidente, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.
Situação judicial
Bolsonaro está preso desde novembro após condenação por participação em uma trama golpista relacionada às eleições de 2022. Ele havia sido transferido para a Papudinha em janeiro.
A defesa do ex-presidente já apresentou pedidos de prisão domiciliar, alegando riscos à saúde, mas as solicitações foram negadas por Alexandre de Moraes e posteriormente referendadas pela Primeira Turma do STF.
Na decisão, o ministro afirmou haver adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do ex-presidente, mencionando também o episódio em que Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica.
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