
Um homem acusado de tentar matar o genro e de cometer sequestro e cárcere privado foi absolvido pelo júri popular em Irecê, no norte da Bahia. O caso aconteceu em dezembro de 2015, mas o julgamento só ocorreu em novembro de 2025, dez anos depois dos fatos. O réu, Luiz Carlos da Silva, confessou durante a audiência que agrediu o genro, Charles Barreto Durães, com uma peixeira e um chicote após suspeitar que a filha sofria violência doméstica. Vídeos do julgamento, divulgados pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), viralizaram nas redes sociais nos últimos dias.
“Eu perguntei para ele: ‘Você gosta de bater aonde na minha filha? É no rosto? Agora você vai sentir a dor que ela sentiu’”, disse Luiz Carlos durante o júri. Apesar da confissão, os jurados decidiram pela absolvição das acusações de tentativa de homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado. Ao ouvir a decisão, Luiz Carlos se emocionou e ajoelhou no chão do fórum.
Entenda o caso
Segundo o depoimento do réu, a filha costumava usar roupas que cobriam braços e pernas mesmo em dias quentes, o que levantou suspeitas de agressões. A família teria presenciado, durante uma confraternização de Natal em um povoado de Irecê, o marido agredindo a mulher com tapas no rosto e quebrando o celular dela. Dias depois, Luiz Carlos convidou o genro para um passeio na zona rural, onde amarrou as mãos dele e o agrediu com tapas e chicotadas. Em depoimento, afirmou que não tinha intenção de matar o genro. “Se eu tivesse intenção de matar, ele não estaria aqui neste momento”, declarou.
Versão do genro
Durante o julgamento, Charles Durães chorou ao relatar as agressões. Ele afirmou que foi ameaçado com uma faca e um revólver, amarrado, espancado e exposto a agressões em diferentes locais, incluindo uma plantação e a praça de um povoado, na frente de moradores. “Ele me bateu muito, até que cansou”, disse. Após o episódio, o homem registrou boletim de ocorrência e procurou atendimento médico.
Situação da filha
A mulher, que supostamente sofria violência doméstica, não compareceu ao júri e, segundo informações do processo, segue casada com Charles Durães dez anos após o caso. O genro negou que costumava agredir a esposa, mas afirmou que a empurrou durante uma discussão na época do Natal.
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