
O Bloco Alvorada levou emoção, fé e resistência para as ruas no Carnaval de Salvador 2026. Com o tema “Nengua Guanguacese: 100 anos de mar, folha e fé”, o grupo fez do desfile da sexta-feira, no tradicional Carnaval de Salvador, um grande ato de combate ao racismo e à intolerância religiosa.
A apresentação aconteceu no Circuito Osmar, um dos trajetos mais emblemáticos da festa, e chamou atenção pela mistura de tradição e renovação cultural.
A homenagem foi dedicada ao centenário de Dona Olga Conceição Cruz, conhecida como Nengua Guanguacese, uma das principais lideranças do candomblé Angola no Brasil. Ela é referência histórica do Terreiro Bate Folha, espaço sagrado e símbolo de resistência da religião de matriz africana.
Durante o cortejo, o bloco uniu religiosidade afro-brasileira, samba e manifestações culturais que reforçam a identidade negra na Bahia. Nomes consagrados do samba dividiram espaço com o grupo Banjo Novo, representando a conexão entre ancestralidade e juventude — uma ponte entre o passado, o presente e o futuro da cultura afro-brasileira.
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