
O padre Egídio de Carvalho Neto foi condenado pela Justiça da Paraíba a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por furtar mais de 600 celulares doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé, em 2023. Ele também terá que pagar R$ 525 mil ao Instituto São José, mantenedor do Hospital Padre Zé, e à Arquidiocese da Paraíba.
A sentença foi assinada no dia 13 de fevereiro e divulgada pelo Ministério Público da Paraíba na última quarta-feira (25). Um assistente, que também teria participado do crime, foi condenado a 4 anos, 7 meses e 16 dias de prisão, além de multa. Inicialmente, os dois devem cumprir a pena em regime semiaberto. A informação foi publicada pelo UOL.
O padre responde a 11 ações na Justiça da Paraíba. Em novembro de 2023, ele foi preso preventivamente durante a Operação Indignus, deflagrada em outubro daquele ano para apurar condutas criminosas e desarticular um esquema de desvio de recursos públicos no Instituto São José, no Hospital Padre Zé e na Ação Social Arquidiocesana (ASA), no município de João Pessoa.
Desde abril de 2024, Egídio cumpre prisão domiciliar por questões de saúde. Ele trata um câncer. Segundo as investigações, o dinheiro que deveria ser destinado ao atendimento de pessoas pobres no Hospital Padre Zé e ao fornecimento de alimentos a moradores de rua foi utilizado para a compra de imóveis e itens de luxo em nome do religioso e de terceiros.
Operação Indignus
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foram formuladas cinco medidas cautelares em 2023 e duas em 2024, sem interrupção das investigações. Atualmente, há mais de 20 processos judiciais instaurados para apuração dos fatos.
Até o momento, o Ministério Público ofereceu 11 denúncias: duas em 2023, oito em 2024 e uma em 2025. Duas tramitam sob segredo de Justiça. Uma das denúncias resultou na primeira condenação dos réus.
Foram identificados 19 imóveis atribuídos a Egídio de Carvalho Neto, entre mais de 30 bens sequestrados judicialmente. O Ministério Público requereu a alienação antecipada de parte desses imóveis.
Os investigados respondem por crimes de lavagem e ocultação de bens e capitais, peculato, obstrução de Justiça e constituição de organização criminosa.
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