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Reconvale Noticias | Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital e frustra tática do “tumulto”



Oministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator das ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado transcorrida entre o final de 2022 e o começo de 2023, negou o pedido dos advogados de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente golpista condenado fosse levado imediatamente ao hospital por conta de uma suposta pancada acidental na cabeça que teria ocorrido na madrugada desta terça (6), na cela especial onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal de Brasília.

A família Bolsonaro vem apelando para uma tática incômoda e inconveniente de buscar um “tumulto” nas relações com a Corte que julgou e condenou o líder extremista. Com confusões e reclamações diárias e narrando um dramalhão incessante, retratando o apenado como se ele estivesse prestes a morrer o tempo todo, a esposa Michelle, assim como os filhos Flávio, Carlos e Eduardo, insuflam as redes extremistas que veneram o clã ao atacar dia e noite Moraes, outros ministros do STF e até figuras do governo do presidente Lula (PT), criando factoides intermináveis para empurrar a tese de que o patriarca detido corre risco iminente de vida.

“Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, escreveu Alexandre de Moraes em seu despacho. A equipe médica instalada na Superintendência da PF em Brasília que dá suporte 24 horas por dia a Bolsonaro já havia o examinado e concluído que o tal local do ferimento não apresentava gravidade alguma, rejeitando a necessidade de ir ao luxuoso Hospital DF Star. Diante do óbvio, a conivente equipe de advogados do célebre condenado entrou com uma ação no Supremo pedindo “remoção urgente” do ex-presidente.

“O paciente sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde”, dramatizaram os advogados de defesa no pedido protocolado no STF.

Michelle aproveitou a confusão para colocar ainda mais lenha na fogueira. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, disse.

Já o filho Carlos, absolutamente desprovido do senso do ridículo, postou que estava se dirigindo às pressas ao prédio da PF pois “não sabia se encontraria o pai vivo”. Bolsonaro apresentou uma levíssima escoriação na cabeça.

Suposta queda

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda enquanto dormia e bateu a cabeça em um móvel dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo ela, o episódio ocorreu durante a madrugada, enquanto Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

Em publicação nas redes sociais, Michelle relatou que o ex-presidente passou mal durante o sono, caiu e só recebeu atendimento horas depois, quando agentes foram buscá-lo para a visita autorizada. “Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel. Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita”, escreveu.

Após o encontro, a ex-primeira-dama permaneceu no complexo da Polícia Federal acompanhada de um médico da equipe particular de Bolsonaro, o doutor Brasil Caiado. Ainda para esta terça-feira, está prevista a visita do ex-vereador Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente.

Problemas de saúde recentes

O episódio ocorre poucas semanas após Bolsonaro ter sido internado no período do Natal para a realização de uma cirurgia destinada ao tratamento de uma hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, ele também passou por três procedimentos de bloqueio do nervo frênico, indicados para conter crises de soluços persistentes.

Ainda de acordo com informações divulgadas à época, o ex-presidente apresentou alterações na pressão arterial e iniciou tratamento para apneia do sono. O boletim médico oficial detalhando o estado de saúde após a queda relatada por Michelle apenas mostra que houve um leve traumatismo na cabeça, sem qualquer risco para o condenado sob custódia.

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