
Nesta sexta-feira (12), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado como candidato à Presidência da República pelo pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez sua primeira agenda de campanha: foi dialogar com o mercado financeiro.
Flávio foi a um almoço realizado na sede do banco UBS, onde se encontrou com Flávio Rocha, controlador da rede varejista Riachuelo, e Richard Gerdau, integrante do grupo empresarial do setor siderúrgico, além de Gustavo Montezano, que presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) durante o governo Bolsonaro.
O encontro ocorreu em meio a dúvidas sobre a viabilidade da candidatura, que tem péssimo desempenho em pesquisas, e faz parte da aproximação de Flávio com a Faria Lima, que prefere o nome de Tarcísio de Freitas para tentar vencer Lula no pleito do ano que vem.
A reação negativa de agentes financeiros ao anúncio da pré-candidatura de Flávio foi citada como um indicativo dessa avaliação. No dia 5, data em que o nome do senador ganhou destaque, o Ibovespa registrou queda de 4,35%, com recuo de cerca de 8 mil pontos, enquanto o dólar encerrou a sessão cotado a R$ 5,44, no maior nível do ano.
Segundo o Globo, Flávio afirmou que, caso eleito, pretende adotar uma política econômica inspirada na condução do ex-ministro da Economia Paulo Guedes durante o governo Jair Bolsonaro (2019–2022).
Durante a conversa, Flávio Bolsonaro indicou que iniciaria uma eventual campanha com um “piso alto” de votos, o que, segundo ele, garantiria condições de disputar o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador atribuiu essa base inicial ao apoio do eleitorado identificado com seu pai, estimado por ele em cerca de 20% das intenções de voto.
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