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Reconvale Noticias | EXCLUSIVO: Irmão de Bolsonaro que estava na mansão teve firma de reparo de eletrônicos



O irmão mais velho de Jair Bolsonaro (PL), Angelo Guido Bonturi Bolsonaro, que estava na mansão do ex-presidente, em Brasília, na noite de sexta-feira (21), quando a tornozeleira eletrônica de monitoramento do condenado foi violada com o emprego de um ferro de solda, já teve uma empresa de prestação de serviços de manutenção e conserto de equipamentos eletroeletrônicos. Aquela noite, além de Guido, outras três irmãs do antigo ocupante do Palácio do Planalto estiveram jantando com ele na residência, só que elas foram embora horas depois, permanecendo para dormir no local apenas o irmão mais velho de Bolsonaro e um de seus cunhados, Eduardo Torres, irmão de Michelle.
A Fórum apurou que a firma, registrada como Eletrônica Guido, funcionou na cidade de Eldorado, no interior de São Paulo, onde Guido reside até hoje. Aberta em 14 de agosto de 2009, a situação cadastral atual da empresa é “nula”, conforme plataformas de checagem de CNPJs na internet. A razão apontada para tal status é de “anulação por não confirmado ato de registro do MEI na Junta Comercial”.
No endereço onde teria funcionado a Guido Eletrônica, na Rua Capitão Gregório de Freitas, atualmente há uma numeração confusa, sendo que nenhum dos imóveis corresponde ao número 120. Há uma delegacia da Polícia Civil logo ao lado do ponto de referência, assim como um equipamento público do governo do estado, chamado Aldeia Cultura. No entanto, imóveis comerciais ou qualquer estrutura do tipo não estão no logradouro informado.
Curiosamente, o número de telefone de contato da Guido Eletrônica à época de sua criação, há 16 anos, é atualmente o mesmo utilizado pela Lotérica Trilha da Sorte, também de propriedade de Angelo Guido Bonturi Bolsonaro, em sociedade com um sobrinho dele e do ex-presidente, que é o administrador, chamado Angelo Guido Bolsonaro. Foi para essa lotérica, que também fica em Eldorado, mas num outro endereço, que Jair Bolsonaro fez 103 transferências, no valor total de R$ 70 mil, entre 2024 e 2025, uma transação suspeita que despertou a atenção da Polícia Federal à época da apreensão do celular do líder extremista, em agosto deste ano.
Desde que a esdrúxula e inacreditável informação de que Jair Bolsonaro havia tentado destruir a tornozeleira eletrônica que o monitora veio à tona, na manhã de sábado (22), algo confirmado posteriormente por um vídeo que mostra o dispositivo danificado e o ex-presidente admitindo o que tinha feito, uma hipótese óbvia passou a ser ventilada: o líder extremista condenado teria recebido ajuda de alguém em sua empreitada de violar o equipamento.
O dano, produzido por um ferro de solta, um instrumento que pouquíssimas pessoas mantêm em casa, lesou toda a fenda externa do chamado “case” da tornozeleira, a caixinha ultrarresistente que abriga os componentes eletrônicos do aparelho. Para produzir tal destruição, disseram alguns peritos, seria necessária ajuda de pelo menos uma segunda pessoa, e com algum nível de conhecimento no assunto.

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