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Reconvale Noticias | Eduardo Bolsonaro contraria Trump e tenta criar narrativa delirante sobre recuo em tarifaço


Em ordem executiva, Trump atrela o recuo nas tarifas ao telefonema a Lula e às negociações entre os dois governo. Eduardo cria narrativa dizendo que "diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada" de parte das tarifas.


Com os canais cortados na Casa Branca, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi às redes na noite desta quinta-feira (20) para contrariar Donald Trump e criar uma narrativa delirante sobre o recuo do governo dos EUA em parte do tarifaço decretado contra produtos brasileiros.
Na ordem executiva, publicada no site oficial da Casa Branca nesta quinta-feira, o próprio Trump atribui o recuo à retomada das conversas com Lula e às negociações diplomáticas que resultaram dessa reaproximação entre os dois líderes.
"Em 6 de outubro de 2025, participei de uma reunião por telefone com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento", escreve o presidente dos EUA, que determina ao secretário de Estado, Marco Rubio - interlocutor das tratativas com o chanceler brasileiro Mauro Vieira -, e aos demais secretários que cumpram a ordem.
Trump ainda revela que a partir das informações oficiais do governo Lula passou a desconstruir a narrativa levada à Casa Branca, alvo das investidas de Eduardo Bolsonaro e seu cúmplice, Paulo Figueiredo.
"Após considerar as informações e recomendações que me foram fornecidas por essas autoridades e o andamento das negociações com o Governo do Brasil, entre outros fatores, determinei que é necessário e apropriado modificar o escopo dos produtos sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14323. Especificamente, determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto", afirma Trump no documento.
Narrativa delirante

Contrariando Donald Trump, Eduardo Bolsonaro foi às redes para construir uma narrativa delirante para ser propagada entre os parcos apoiadores radicais da ultradireita neofascista, que ainda estão subordinados ao clã.

"É preciso ser claro: a diplomacia brasileira não teve qualquer mérito na retirada parcial dessas tarifas de hoje", dispara o filho "03" de Jair Bolsonaro.

Em El Salvador, onde busca imagens para lacrar nas redes ao lado do irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no tema segurança pública, Eduardo atrelou o recuo de Trump à alta dos preços dos produtos, como café, nos EUA.

"Assim como beneficiou outros países, a decisão dos EUA decorreu apenas de fatores internos, especialmente a necessidade de conter a inflação americana em setores dependentes de insumos estrangeiros", afirma.

"Ressalta-se ainda que, com eleições legislativas marcadas para 2026, o governo Donald Trump precisa entregar resultados rápidos para que a população sinta a redução da inflação antes das urnas", emenda Eduardo.

O deputado ainda retoma a narrativa que o tarifaço, determinado por Trump em cima da narrativa de violação de Direitos Humanos em relação ao julgamento de Jair Bolsonaro levada por ele à Casa Branca, sobre a "tarifa-Moraes.

"Nenhum estrangeiro deseja tarifas, pois elas machucam o exportador, mas a verdade tem que ser dita: foi a instabilidade jurídica criada por Alexandre de Moraes que abriu caminho para a tarifa-Moraes de 50%, prejudicando trabalhadores, produtores e empresários brasileiros", diz Eduardo, principal artífice da guerra tributárias de Trump contra o Brasil, em texto que foi replicado em inglês.

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