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Reconvale Noticias | Bolsonaro admite à PF que usou ferro de solda em tornozeleira por "curiosidade"




Documentos sigilosos liberados por Alexandre de Moraes mostram contradição: ex-presidente disse aos seguranças que bateu aparelho na escada, mas admitiu à perícia ter usado ferro de solda.
Jair Bolsonaro (PL) não apenas violou a tornozeleira eletrônica que o monitorava, como tentou enganar a equipe de segurança antes de confessar o ato. É o que revelam o vídeo e os relatórios oficiais tornados públicos na tarde deste sábado (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A quebra de sigilo ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal cumpriu a ordem de prisão preventiva contra o ex-presidente, motivada pelos reiterados descumprimentos de medidas cautelares. O despacho de Moraes cita as "inúmeras informações errôneas" divulgadas nas redes como razão para expor a prova material da sabotagem.
De acordo com o Memorando nº 195/2025 do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME) , o sistema emitiu o alerta de violação exatamente à 00h07 deste sábado (22). A equipe de escolta foi acionada imediatamente para a residência de Bolsonaro.
No primeiro contato, a justificativa dada aos agentes foi de acidente doméstico. "A informação inicial recebida pelos escoltantes era que o monitorado havia batido o dispositivo na escada" , registra o documento assinado pela diretora adjunta Rita Gaio.
Porém, a inspeção técnica desmentiu a versão. O laudo aponta que a tornozeleira (série 85916) possuía "marcas de queimadura em toda sua circunferência", incompatíveis com uma queda.
A confissão: "Ferro de soldar"
O vídeo anexado ao processo mostra o momento em que Bolsonaro, confrontado pela perita, muda a versão. A transcrição do diálogo revela que a violação foi deliberada e iniciada ainda na tarde do dia anterior.
Técnica da PF: "Você usou alguma coisa para queimar isso aqui?"
Bolsonaro: "Tinha um ferro quente aí."
Técnica da PF: "Que ferro foi? Ferro de passar?"
Bolsonaro: "Não. Ferro de soldar. Solda. Aquele que tem uma ponta."
Questionado sobre o motivo de tentar abrir o equipamento do Estado, Bolsonaro respondeu com uma única palavra: "Curiosidade".
Moraes cobra explicações em 24 horas
O episódio agrava a situação do clã Bolsonaro. Enquanto Flávio Bolsonaro convoca reuniões para reagir à prisão, o despacho do STF foca na materialidade da infração.

Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro se manifeste em 24 horas sobre a violação e a confissão gravada. O caso também reforça a investigação sobre a conduta dos filhos, com a possibilidade de que Moraes inclua Flávio Bolsonaro no inquérito por incitar a obstrução de Justiça durante a "vigília" convocada.

O equipamento violado foi recolhido e substituído pela tornozeleira de número 85903 , e o relatório foi enviado diretamente à Procuradoria-Geral da República (PGR).

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