
A tentativa dos deputados bolsonristas Hélio Lopes (PL-RJ) e Coronel Chrisóstomo (PL-AM) de reeditar os acampamentos golpistas de 2022 em frente ao edifício-sede do Supremo Tribunal Federal (STF) terminou de forma vergonhosa na madrugada deste sábado (26).
Eleito na esteira da ascensão bolsonarista em 2018 com as alcunhas de Hélio Bolsonaro e Hélio Negão - para tentar minimizar os ataques racistas do ex-presidente -, Lopes foi o primeiro a levantar a barraca, por volta das 16h30 de sexta-feira (25), em frente ao Supremo.
Após divulgar o ato pelas redes sociais, ele ganhou o apoio do colega Chrisóstomo, que foi usado na articulação entre a bancada bolsonarista e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, como relator do PL para tentar derrubar o decreto de Lula sobre as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras, o IOF.
Após a adesão de extremistas, que fizeram uma roda em torno das barracas e protagonizaram um "choraço" em frente ao Supremo, os deputados e a horda de apoiadores foram comunicados da determinação de Alexandre de Moraes, que acabou imediatamente com a balbúrdia.
Em vídeo, produzido pelo site Metrópoles e divulgado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do PT na Câmara, Lopes e Chrisóstomo aparecem deixando o local de forma vergonhosa, sem sequer conseguir dobrar as barracas.
"Duas barraquinhas de deputados que tentaram reeditar acampamento golpista em frente ao STF são desmontadas", escreveu o petista. "Moral da história: o choro é livre e o golpe é proibido; a tornozeleira é de graça e o fim de semana é em casa; o pix é nosso e Trump não trisca", emendou Correia.
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