
- Com um esparadrapo na boca, ele divulgou uma carta nas redes dizendo que entrou "em jejum de palavras" e ecoando o termo "suprema humilhação" usado por Bolsonaro para definir as medidas restritivas, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, determinadas por Moraes para evitar a fuga do país.
Logo em seguida, ele foi intimado pela PM, já que é proibido acampamentos no entorno dos Três Poderes e tentou uma manobra, divulgando um "ofício público" ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) pela redes X, por onde se pronunciava em razão do esparadrapo na boca.
"Trata-se de um jejum de palavras. Um ato individual, pacífico, simbólico. Comigo tenho apenas o essencial: Uma barraca para repousar, a Bíblia para sustentar minha fé, e a Constituição para firmar minha consciência. Não incentivo aglomerações, nem desobediência. Estou apenas exercendo, com dignidade, os direitos que a democracia ainda nos permite", escreveu.
Usado pelos bolsonaristas e pelo centrão na relatoria do PL que derrubou inconstitucionalmente o decreto de Lula sobre as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Chrisóstomo se juntou ao colega no início da noite contra "a censura e perseguição que ocorre neste país".
Os dois ganharam apoio do líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), braço político de Silas Malafaia, que afirmou nas redes ter cancelado "todas as agendas" para se juntar ao novo acampamento golpista já neste sábado.
"Amanhã, estarei pessoalmente em Brasília para acompanhar de perto esse protesto simbólico e garantir que os direitos constitucionais de nossos parlamentares sejam respeitados", escreveu.
No entanto, a tentativa de reeditar os acampamentos golpistas deu chabu com a determinação de Moraes. A polícia foi chamada para retirar as barracas e acabar com a encenação dos deputados, que surtaram nas redes sociais.
"DITADURA! MIL VEZES DITADURA", escreve, em letras garrafais, Hélio Lopes na rede X após ter sua barraca retirada.
Antes, ele havia fixado uma publicação dizendo que "por estar em jejum de palavras e com a boca coberta como símbolo pacífico de resistência, toda e qualquer comunicação oficial sobre minha manifestação será feita exclusivamente por este Twitter".
Por volta das 3h, já com o acampamento desmobilizado, Chrisóstomo voltou às redes no mesmo tom de chilique do colega. "Ameaçaram de nos prender. Ditadura, vivemos em uma ditadura no Brasil", disse o militar, que já pregou uma reedição do golpe de 1964.
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