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Reconvale Noticias | Cláudio Castro e aliados inventam manobra para financiar Eduardo Bolsonaro nos EUA


Mandato foi automaticamente retomado, mas o filho de Bolsonaro corre o risco de ser cassado por ausências não justificadas

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), avalia nomear o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para uma secretaria especial no exterior, como parte de uma estratégia para impedir a possível cassação do parlamentar por faltas na Câmara dos Deputados. A medida criaria um novo posto no governo estadual fluminense, com sede nos Estados Unidos, onde Eduardo já se encontra.
Segundo apuração da coluna de Mônica Bergamo, na Folha, Castro realizou diversas consultas em Brasília para medir a aceitação da ideia e deve tomar uma decisão ainda nas próximas horas. A proposta nasceu de conversas entre o governador e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), irmão de Eduardo. A família Bolsonaro, segundo interlocutores, está mobilizada para impedir a perda de mandato do deputado.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início do ano e se licenciou do cargo de deputado federal por 120 dias, período que terminou no último domingo (20). Na segunda-feira (21), o mandato foi automaticamente retomado, mas o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) corre o risco de ser cassado por ausências não justificadas.
A criação da secretaria especial no exterior permitiria a licença do cargo por nomeação para o Executivo estadual, o que legalmente afastaria o risco de perda do mandato por faltas no Legislativo federal.
Nos EUA, Eduardo Bolsonaro vem atuando nos bastidores junto a aliados do ex-presidente Donald Trump para que sanções sejam impostas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A manobra tem como objetivo pressionar a Corte brasileira a arquivar processos contra Jair Bolsonaro, que responde por ações no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.
Eduardo é alvo de investigações no STF por crimes como coação no curso do processo, obstrução de justiça e até atentado à soberania nacional. A possível ajuda institucional por parte de Castro poderia, segundo juristas ouvidos pela reportagem, ser interpretada como tentativa de facilitar a continuidade de ações ilegais, o que traria riscos jurídicos ao governador fluminense.
Outras possibilidades
Também foi cogitada, nos bastidores, a inclusão de Eduardo em governos aliados nos estados de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), e Santa Catarina, sob gestão de Jorginho Mello (PL). Nenhuma das duas alternativas, porém, avançou como a de Cláudio Castro.
Até o momento, nenhuma manifestação oficial foi feita por Castro, Flávio ou Eduardo Bolsonaro. A reportagem procurou as assessorias dos envolvidos, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

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