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Mauro Cid relata nos bastidores conversas sobre golpe e vira homem-bomba para Bolsonaro




O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, testemunhou aliados do então ocupante do Palácio do Planalto sugerirem um golpe militar após sua derrota na eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O militar foi preso preventivamente durante a Operação Venire, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quarta-feira (3), com o objetivo de apurar fraudes no cartão de vacinação de Bolsonaro e de pessoas próximas ao ex-mandatário. Bolsonaro foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Segundo a coluna da jornalista Andréia Sadi, do G1, Cid teria relatado a interlocutores que algumas das propostas golpistas teriam sido feitas por um ex-ministro do governo Bolsonaro e pelo ex-deputado federal Daniel Silveira.

“No relato de Cid, havia pressões a Bolsonaro para que ele 'virasse o jogo', assinando 142 [artigo 142 da Constituição Federal, utilizado por bolsonaristas para justificar uma intervenção militar] e, até, que encampasse um golpe para prender ministros do STF, como Alexandre de Moraes. A partir desse roteiro, Bolsonaro convocaria novas eleições e ordenaria voto impresso. No relato do fiel escudeiro de Bolsonaro, o ex-presidente apenas ouvia as propostas de seus aliados”, diz a reportagem.

As possíveis revelações de Mauro Cid sobre a intentona golpista somam-se aos temores de aliados e partidários de Jair Bolsonaro de que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso pela suspeita de omissão nos atentados terroristas do dia 8 de janeiro, faça uma delação premiada e implique diretamente o ex-mandatário.

Torres está preso desde o dia 14 de janeiro, acusado de omissão durante os atos terroristas do dia 8 daquele mês, quando apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em uma tentativa de tomar o poder do presidente Lula. As investigações citam ainda a 'minuta do golpe' encontrada pela Polícia Federal na casa de Torres. O documento previa um 'estado de defesa' na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar o resultado das eleições livres e justas que deram vitória ao presidente Lula.







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