Em decisão liminar, desembargador determina soltura de Milton Ribeiro | Reconvale Noticias



O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cassou a decisão de prender de forma preventiva o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. A medida tem caráter liminar e também determina a soltura dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos.
Antes, a defesa do ex-ministro Milton Ribeiro havia entrado com um pedido de habeas corpus, mas a demanda foi negada pelo desembargador Morais da Rocha, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Milton Ribeiro foi preso na última quarta-feira (22), durante uma operação da Polícia Federal. O ex-ministro é suspeito de envolvimento de tráfico de influência na Educação, a partir de repasses de verbas a aliados de dois pastores, Arilton Moura e Gilmar Santos, que também estão presos. Os valores eram do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e eram enviados a prefeituras governadas por aliados dos pastores.
Segundo informações da TV Globo, o desembargador Morais da Rocha afirmou que os advogados de Milton Ribeiro não apresentaram “os documentos indispensáveis para demonstrar o alegado constrangimento ilegal”. O pedido não foi sequer analisado pelo magistrado. Mas, com a liminar de Ney Bello, o ex-ministro poderá ser solto.
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Por outro lado, Morais da Rocha permitiu, por meio de uma liminar, que a defesa possa acessar os autos do processo. Com as informações, poderia ser feito outro pedido de habeas corpus.
“Nada impede que, de posse dos documentos necessários à instrução do habeas corpus, seja promovida nova impetração, trazendo ao feito com os elementos necessários para o seu conhecimento e apreciação”, explicou o desembargador.

Ribeiro passou a noite na carceragem da Polícia Federal em São Paulo e, hoje, deve passar por audiência de custódia, por meio de videoconferência, às 14h.



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