“É possível que não haja eleição”, diz Marcia Tiburi | Reconvale Noticias


A professora e filósofa Marcia Tiburi avaliou que o processo golpista iniciado em 2016, com a deposição ilegal da ex-presidente Dilma Rousseff, avançou mais uma casa, depois que Jair Bolsonaro afrontou o Supremo Tribunal Federal com o perdão concedido ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). “Nenhum de nós tem certeza de que teremos eleições. É possível que não haja eleição. Talvez tenhamos que ir às ruas pedir Diretas Já”, disse ela, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247. “Este é um governo militar e Bolsonaro é seu espantalho. Se Bolsonaro der demonstrações de fraqueza, ele perderá território. Vai vencer quem demonstrar mais força. As vítimas sempre perdem. Ainda há um mundo por destruir”, acrescentou.
Na entrevista, Marcia Tiburi fez alertas importantes e traçou cenários preocupantes, diante da provável falta de mobilização popular contra o golpe. “O povo não está disposto a sacrificar sua vida. Em nome de que? De qual democracia? Para que cuidar do País? A chance de desaparecermos como Nação é possível e o Brasil corre o risco de virar uma ditadura escancarada”, afirmou.
O caso Daniel Silveira
Toda esta incerteza que paira sobre o Brasil cresceu após o caso Daniel Silveira. “Bolsonaro está testando seus poderes e demonstrando que ele é soberano. É uma continuidade do velho golpe. Há uma chance de acirramento da ditadura e deste estado de exceção”, afirmou a professora. “Daniel Silveira é o macho publicitário do bolsonarismo. Ele simboliza através do seu corpo, dos seus músculos e da sua desobediência a agressividade política. Ele faz a cena do brutamontes. Isso é um capital estético poderoso. É um culto à força bruta e à violência. Fascistas cultuam a morte e se comprazem com a morte”, acrescentou.

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