Decisão do PT entrega governo à direita, avalia Rosa, nome do PSOL ao Palácio de Ondina | Reconvale Noticias


A desistência da candidatura de Jaques Wagner (PT), anunciada nesta segunda-feira (28), reflete o desinteresse do partido com as pautas da extrema esquerda. Essa é a avaliação do candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ao governo baiano, Kleber Rosa . O partido espera se beneficiar com a confirmação de um nome mais ao centro do que da esquerda clássica, como seria o caso de um postulante do PT.
Nome da legenda que representa uma frente oposicionista de esquerda no estado, o ativista afirma que o fato de o atual governo ter sido de um partido de posição progressista pode significar, para os seguimentos da esquerda, uma expectativa de que pontos específicos e pautas importantes para os movimentos sociais sejam alcançadas.
"Quando a gente vê o giro do PT, que pode significar a entrega para os setores carlistas, isso é como significar o fracasso absoluto do PT, que o PT fez na Bahia e o porque não avançou. Não conseguiu apresentar políticas significativas de melhorias da qualidade de vida das pessoas e, ao final [do seu governo] entrega de volta [o estado] a seguimentos da direita a e da oligarquia", ponderou.
Para ele, por mais que haja uma ideia de que o apoio do PT ao PSD na Bahia tenha um objetivo maios a nível nacional, o jogo reflete mais do mesmo: "Na verdade, Otto Alencar é o legítimo representante da oligarquia baiana. Não a toa ele sempre foi ligado ao ACM avô. Ver a possibilidade de um confronto entre duas bandas do carlismo apoiada e respaldada pelo PT é triste".
A pretensão do PSOL é seguir estadualmente com uma candidatura independente e, à nível nacional, apoiar o projeto da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto.
"Para além disso, o que a gente fará se o candidato for do PT, a gente fará se for Otto Alencar. Vamos apresentar um programa de esquerda dialogando com a população e mostrando que podemos mais, que não precisa se conformar com um governo que se limite a gerenciar o estado em favor dos grupos mais beneficiados com as políticas de estado", garantiu.
O "psolista" disse ainda que, pensando em formar uma outra frente de esquerda na disputa baiana, a legenda que integra há oito anos tem conversado com o Unidade Popular pelo Socialismo (UP) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB).
"Na sexta nos reuniremos para discutir o apoio deles à candidatura. Vamos dialogar com o UP, temos dialogado com o PCB. Hoje temos a compressão de como é importante combater o fenômeno do bolsonarismo. Mesmo que Bolsonaro não seja eleito, grupos e lideranças bolsonaristas serão. Essa é uma tarefa central nesse processo eleitoral. Temos hoje um diálogo aberto com o próprio PT nacional, o que provavelmente deve se confirmar com o apoio do presidente Lula", disse.

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