Traficantes fizeram questão de filmar execução de líder comunitário em Salvador; suspeito de ser X-9 levou pelo menos 14 tiros | Reconvale Noticias

Traficantes fizeram questão de filmar execução de líder comunitário em Salvador; suspeito de ser X-9 levou pelo menos 14 tiros | Reconvale Noticias



Traficantes que atuam no bairro de Novo Horizonte, em Salvador, fizeram questão de filmar a execução de Eliezer Conceição Costa, líder comunitário da região conhecida como Ayrton Sena. Ele tinha 58 anos.
As imagens do crime, que são brutais e não serão divulgadas pelo teor de violência, foram feitas no dia 4 de janeiro e obtidas pela reportagem, nesta segunda-feira (10/1). Pelo menos três bandidos participam da ação.
No dia do homicídio, a polícia informou que a vítima foi alvo de uma emboscada. O vídeo, que possui 26 segundos, mostra que Eliezer recebe pelo menos 14 tiros, quando já está caído, de rosto para o solo. O bandido responsável pela filmagem porta um facão e, já no final da gravação, desfere pelo menos cinco golpes no corpo do rapaz.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima estava na Rua Estoril, perto da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), quando foi atingida pelos disparos.
Mas quem são os responsáveis pelo assassinato? Oficialmente, a Polícia Civil se limita a informar que o caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No momento em que policiais militares da 48ª Companhia Independente (CIPM/Sussuarana) chegaram ao local, a "lei do silêncio" imperou. Ninguém quis falar.
Os traficantes responsáveis pela ação são da região da Beira Rio - que faz divisa com a localidade Ayrton Sena -. Eles teriam ficado irritados por acharem que o líder comunitário seria um X-9, apelido dado às pessoas que passam informações à polícia. Nas imagens, é possível identificar pelo menos um dos criminosos.
O corpo de Eliezer já foi enterrado e a "lei do silêncio" ainda impera. Horas depois do homicídio, o comandante da da 48ª Companhia Independente da Polícia Militar, major Luciano Jorge Alves, informou ao Aratu On que, pelas características do crime, a principal linha de investigação era realmente de execução.

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