Reino Unido identifica dois primeiros casos da variante ômicron | Reconvale Noticias

O governo do Reino Unido confirmou hoje, em nota oficial, que foram identificados no país os dois primeiros casos da ômicron, a nova variante do coronavírus. Segundo as autoridades britânicas, as duas pessoas que testaram positivo permanecerão isoladas, assim como seus familiares, enquanto os casos são investigados.
Identificada inicialmente em Botsuana, no sul da África, a variante ômicron já foi detectada em outros países da região e também alcançou a Ásia e a Europa. No continente europeu, o vírus foi confirmado inicialmente na Bélgica, ontem, e um registro ainda não confirmado foi anunciado hoje também na Alemanha. Na Ásia, a detecção ocorreu em Hong Kong.
Um dos casos confirmados no Reino Unido foi registrado em Chelmsford, no leste da Inglaterra, e outro em Nottingham, na região central do país. Ambos os casos, segundo as autoridades locais, estão relacionados a viagens feitas ao sul da África.
Segundo o ministro da Saúde do país, Sajid Javid, a confirmação da chegada da nova cepa se deu por meio de sequenciamento genético. De acordo com Javid, a notícia é um lembrete de que a pandemia não acabou. "Tomar a vacina nunca foi tão importante", afirmou.
O governo britânico anunciou que vai barrar, a partir de amanhã, a entrada de viajantes de Angola, Maláui, Moçambique e Zâmbia, países da região que também já tiveram casos confirmados. Segundo o comunicado, pessoas que retornaram de algum destes locais nos últimos 10 dias terão que ficar isolados e fazer um teste PCR.
Outras seis nações africanas (Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, além da África do Sul) já estavam na lista de locais de origem com entrada barrada no Reino Unido.
O governo britânico registra um dos saldos de mortes por covid-19 mais graves do mundo, com mais de 140.000 pessoas, e enfrenta atualmente um aumento dos casos, com cerca de 1.000 hospitalizações por dia.
A variante
A nova cepa do vírus, que leva o nome técnico de B.1.1.529, foi classificada ontem pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma "variante de preocupação". Ainda não existem estudos sobre a transmissibilidade da variante e o poder das atuais vacinas em contê-la.
Segundo a OMS, serão necessárias várias semanas para que se descubra o nível de transmissão e outras características da cepa. A variante foi identificada em Botsuana, no dia 9 de novembro, e logo em seguida apareceu na vizinha África do Sul, onde já foi registrada nas maiores cidades do país.
No Brasil, o Ministério da Saúde informou ontem que ainda não se identificou nenhum caso. "A pasta está em constante vigilância e analisa, de forma conjunta com vários órgãos do governo federal, as medidas a serem tomadas", afirmou a pasta em um comunicado.
O quanto a nova variante é perigosa?
Não existem, até o momento, dados epidemiológicos suficientes sobre a ômicron. A preocupação dos pesquisadores é com o alto número de mutações de que ela é capaz: oito vezes mais do que as outras cepas do coronavírus já classificadas como "de preocupação". O número é um indicativo de que o sistema imunológico humano pode ter maior dificuldade em combater a nova variante.
Há indicações de que a ômicron possa escapar das respostas imunológicas, gerando riscos mais altos para as pessoas. As infecções com a nova variante, no entanto, podem não ser mais graves do que as anteriores. Há ainda sinais de que ela se espalhe mais rapidamente, o que pode gerar novas sobrecargas aos sistemas de saúde dos países atingidos. //Uol

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