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Família de idosa tenta provar que ela está viva após ter certidão de óbito em cartório de Conquista | Reconvale Noticias



A família de Maria Vitória de Jesus, 65 anos, moradora de Vitória da Conquista, a 132 km de Brumado, tenta provar que ela está viva para que ela possa receber os benefícios sociais que têm direito por parte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a família, em 2005 eles descobriram que uma mulher, com o mesmo nome e sobrenome da idosa, deu entrada no Benefício de Prestação Continuada (BPC) junto com o CPF de Maria Vitória de Jesus. “A gente ficou sabendo, em 2005, quando uma carta de concessão chegou no nosso endereço, alegando que ela [a idosa] tinha dado entrada no BPC. Como na época ela só tinha diabete, não tinha deficiência, o que dizia na carta, nós procuramos o INSS para justificar que não era ela”, diz Adriana Almeida, filha de Maria Vitória ao G1. Segundo Adriana, a mulher que se passou por Maria Vitória pegou a certidão da idosa no cartório e tirou a 2ª via de documentos. Ela relata que além do INSS, procurou também o Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Federal e Polícia Civil. Após ter feito o Boletim de Ocorrência, Adriana encontrou a Maria Vitória que utilizou os documentos da mãe dela. Na ocasião, a mulher disse que iria solicitar novos documentos no cartório, o que não aconteceu. Em 2013, a mulher faleceu sem antes ter trocado os documentos. A família de Maria Vitória de Jesus, a idosa que está viva, só soube da morte em 2014, quando a verdadeira Maria teve um AVC e perdeu os movimentos. Em 2017, a família de Maria Vitória conseguiu dar entrada no BPC. Ela recebeu o benefício por quase dois anos, mas até julho de 2019, o benefício foi suspenso por suspeita de fraude. O CPF de Maria Vitória continuava vinculado ao da mulher que faleceu em 2013. Com isso, a idosa perdeu o direito aos benefícios e não tem acesso ao cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota, o INSS informou que em primeiro momento, o cartório excluiu a certidão de óbito de Maria Vitória depois que ela realizou a prova de vida na agência, e por isso o benefício foi concedido. Porém, depois de alguns meses, o cartório informou novamente que o CPF dela estava vinculado a uma pessoa que tinha morrido, por isso o benefício voltou a ser suspenso. Enquanto a situação não é resolvida, Adriana relata que a família tem enfrentado dificuldades financeiras. Segundo a família, para a situação ser resolvida, é preciso que o cartório exclua o CPF da idosa da certidão de óbito, o que, segundo o cartório de registro de pessoas naturais do segundo ofício, só pode ser feito por uma decisão judicial.



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