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PhD em Geologia explica terremoto no Recôncavo Baiano: origem está associada à separação do continente americano da África

Cidades do Recôncavo Baiano sofreram neste domingo tremor de terra, que chegou a provocar rachaduras em casas e derrubar telhas, além de jogar ao chão produtos que estavam em prateleiras de estabelecimentos comerciais, como se vê no vídeo.

O evento gerou a pergunta: Mas o Brasil não está livre de terremotos?

O professor Pedro Maciel de Paula Garcia, que é PhD e professor da Faculdade de Geociências da Universidade Federal do Mato Grosso, explicou cientificamente o que ocorreu:
“As cidades do Recôncavo Baiano estão edificadas sobre bacias sedimentares, porções da crosta terrestre que foram rebaixadas por esforços tectônicos e se tornam destino para acúmulo de sedimentos (detritos de rochas e minerais gerados por intemperismo e erosão). No caso do Recôncavo Baiano, essas bacias se originaram e evoluíram durante o evento geológico responsável por separar a América do Sul da África, no Cretáceo, entre 120 e 66 Milhões de anos atrás. Apesar dos principais esforços de movimentação das placas tectônicas ter cessado há mais de 60 milhões de anos, as camadas de rochas sedimentares que se depositaram nas supracitadas bacias se movem em eventos episódicos, de modo a acomodar o peso das camadas sobrejacentes, resultando em terremotos de pequenas magnitudes, com epicentros rasos e, felizmente, com poucos danos em superfície.
Como se vê, esses tremores no Recôncavo Baiano, raros, não têm a proporções de terremotos que abalam, por exemplo, o Chile, na América do Sul. Felizmente".

F: DCM

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