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Governo Bolsonaro teme convulsão social após o auxílio emergencial de R$ 600


O governo federal acendeu o alerta vermelho para o crescimento do desemprego após as duas últimas parcelas do auxílio emergencial de R$ 600, previstas para o mês de agosto e setembro. Estima-se em até 50% da população economicamente ativa sem ocupação, um recorde mundial digno do Guines Book.
A preocupação é tanta que governo desistiu de fracionar o pagamento das duas parcelas adicionais do auxílio emergencial para os mais de 65 milhões de beneficiários, segundo o Ministério da Cidadania.
Todos os indicadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que medem as atividades de emprego e desemprego, apontam para o fechamento acelerado de postos de trabalho. Em junho, por exemplo, o órgão disse que foram defenestradas 1,5 milhão de vagas.
O desespero do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, justifica-se pelo temor de convulsões sociais. Os dois tentam chantagear o Congresso Nacional a aprovar um novo imposto da “CPFM” sobre transações financeiras eletrônicas para financiar a continuidade do auxílio emergencial, ou seja, o governo planeja continuar a ajuda instituída na pandemia do novo coronavírus até as eleições de 2022 sob o rótulo de “Renda Brasil”.
A ideia consiste em onerar a produção e o consumo para garantir o projeto de reeleição.
.A taxação de transações financeiras eletrônicas, no entanto, preservariam os bancos e especuladores –por óbvio. A “Renda Brasil”, mais do que ajuda aos necessitados, seria um programa para garantir o Orçamento da União aos financistas –em detrimento da sociedade brasileira.
Atualmente, há mais gente fora do mercado de trabalho e desempregada – um total de 87,7 milhões de brasileiros – do que trabalhando. A população ocupada desceu a 85,9 milhões de pessoas, a menor da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. Os os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE.
A população ocupada é composta, na sua maioria, por pessoas que tiveram o trabalho precarizado e/ou informalizado. Muitos desse trabalhadores foram submetidos à redução salarial, demissão e recontratação, e perda de benefícios da carteira assinada.
.A aparente situação “sob controle” ocorre porque o auxílio emergencial mascara uma realidade prestes a explodir. Não se sabe por quanto tempo o governo vai segurar esse rojão.

Não é de somenos: mais da metade da população brasileira em idade de trabalhar não tem nenhuma ocupação, portanto são pessoas expostas à vulnerabilidades e à insegurança alimentar.
O quadro econômico se agrava para Bolsonaro e Guedes com o desabamento do Produto Interno Bruto (PIB) em 14,24% nos últimos 12 meses. Mas o buraco não tem fim, por isso assusta ao Palácio do Planalto.

Auxílio emergencial de R$ 600 veio para ficar até 2022, diz diretor da Paraná Pesquisas

O presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, disse ao Blog do Esmael nesta sexta-feira (17) que o auxílio emergencial de R$ 600 veio para ficar até 2022.

O CEO do instituto afirmou que os setores beneficiados com a ajuda do governo estão sustentando a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que gira em torno de um terço do eleitorado brasileiro.
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Na prática, diz Hidalgo, os brasileiros que flertam com a linha de miséria –ou devido ao desemprego ou pelo desalento– tiveram um “upgrade” com o auxílio de R$ 600 durante a pandemia do novo coronavírus.


O ministro da Economia e o presidente Bolsonaro almejam manter esse benefício, mas, se discute no Congresso, por meio de um novo imposto sobre transações eletrônicas –a nova “CPMF”, que é combatida pelo Centrão e seu líder Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na equação do ministro e do presidente, os 53,9 milhões de beneficiários do auxílio emergencial são vistos como ‘colchão político’ necessário para o projeto de reeleição de 2022.
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Guedes e Bolsonaro querem deixar intacto o Orçamento da União para o pagamento de juros e amortizações da dívida pública, qual seja, eles querem o dinheiro público para transferir para bancos e especuladores.


“Ninguém tira o auxílio emergencial de R$ 600 até a eleição de 2022”, repete Murilo Hidalgo, presidente da Paraná Pesquisas.

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