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O FRACASSO DE GUEDES: INVESTIDORES TIRAM 62,244 BILHÕES DE DÓLARES DO BRASIL.



Desde que Bolsonaro assumiu a presidência, o ministro da economia Paulo Guedes tem feito de tudo para agradar ao mercado de capitais e mesmo assim nada deu certo, os investidores que chegariam de todos os lados após a reforma da previdência, simplesmente não apareceram, pelo contrário, sumiram, o cenário pintado após a reforma da previdência não se concretizou e o Brasil perdeu mais de 62 bilhões de dólares em investimentos no primeiro ano de governo Bolsonaro.

Segundo o Banco Central, Investidores retiraram US$ 62,244 bilhões da economia brasileira em 2019 por meio de transações financeiras. Somente da bolsa de valores, os investidores estrangeiros retiraram R$ 44,5 bilhões em 2019 o maior volume de toda a série histórica divulgada pela B3, iniciada em 2004.

Essa é a maior fuga de divisas do país em 38 anos. Até então, a maior saída havia sido registrada em 1999, quando US$ 16,18 bilhões deixaram a economia brasileira. Mesmo durante os governos petistas e o golpe contra Dilma, jamais o Brasil perdeu tantas divisas.

A entrada de dólares se dá quando investidores enviam dinheiro ao Brasil para pagar por compra de produtos brasileiros ou para realizar aplicações financeiras e investimentos em empresas, por exemplo, isso geralmente se dar quando o governo repassa confiança aos investidores e isso não vem acontecendo, os problemas ambientais e a política desastrosa de Jair Bolsonaro tem assustado investidores, que tem preferido países com práticas mais ligadas ao meio ambiente e que garantem solidez e rentabilidade aos investidores, com os juros baixos o Brasil passou a ser menos atraente para os fundos de pensões que correspondem a 85% dos valores investidos no Brasil.

Além de Paulo Guedes, coube ao presidente da câmara Rodrigo Maia apostar na reforma da previdência, Maia prometeu um crescimento astronômico após a reforma o problema é que ele não contava que o movimento contrário aconteceria, ou seja, a saída de dólares da economia brasileira, isso aconteceu, e acontece quando esses investidores retiram recursos do Brasil para, normalmente, aplicar em outros países, ou para pagar pelas importações realizadas. Essas operações ocorrem por meio de remessas feitas por bancos contratados por esses investidores, resumindo os investidores procuram ambientes mais seguros para seu dinheiro.

O cenário é pior quando analisamos os números do BC, pois eles mostram que, no ano passado, os dólares saíram por contas de operações financeiras, que envolvem investimentos estrangeiros diretos, ou seja estão tirando os recursos por falta de confiança no governo, recursos para aplicações financeiras em outros países como Colômbia, China, EUA e países europeus, além das remessas de lucros e dividendos (parcelas dos lucros) e empréstimos tomados no exterior, entre outros.

Esse cenário é ainda mais catastrófico, quando se descobre que dados da “retomada” do crescimento da economia brasileira estão sob suspeita, isso aconteceu em novembro quando o jornal Financial Times pôs dúvidas sobre o PIB brasileiro e quando foi descoberto que números estavam sendo maquiados para mostrar que as vendas nos shoppings centers haviam crescido, após a correção soube-se que na verdade as vendas nos shoppings centers haviam recuado 1,5% comparado com 2018, ou seja, o a fuga de capitais pode ter sido ainda maior, visto que os números do governo tendem a passar por correção e não passam a transparência necessária para os investidores.

Quem vai querer investir num país que os números são maquiados para demonstrar algo que não está acontecendo? Que empresas contratarão sem consumo, como mostramos na reportagem DEPOIS DO GOLPE CLASSE MÉDIA VIROU MOTORISTA E ENTREGADOR DE APLICATIVOS. Sem muitas alternativas de empregos, número de brasileiros que optou por virar motoristas e entregadores de aplicativos bate recorde no país em jornadas de até 16 horas, um retrato da informalidade que desafia os números do Governo, não é difícil encontrar ex-executivos, ex bancários, engenheiros, advogados ou até mesmos ex-empresários que mudaram radicalmente suas vidas e agora depende de aplicativos para sobreviver. Resumindo o Brasil ainda não é um paraíso para investidores e demonstra que não está em plena recuperação como a imprensa tradicional e o governo desejam repassar para a sociedade.

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