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Caso Adélio: Fux vai relatar reabertura de inquérito da facada em Bolsonaro


O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido relator do processo que discute se a Polícia Federal pode periciar o celular do advogado de Adélio Bispo de Oliveira, o homem que esfaqueou o então candidato a presidente Jair Bolsonaro em 2018.
A reabertura do Caso Adélio é vista como um alento para o Palácio do Planalto, que teve a pior semana desde a posse em 1º de janeiro de 2019:
prisão da ativista de extrema direita Sara Winter, do bolsonarista grupo “300 do Brasil”;
prisão de Fabrício Queiroz, no sítio do advogado da Família Bolsonaro, em Atibaia (SP); e
fuga para os EUA do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub.


Essa perícia foi embargada pela OAB no TRF1, em março de 2019, porque consistia no exame de celulares dos advogados que atenderam Adélio após a facada no então candidato Jair Bolsonaro, em setembro de 2019. A Ordem conseguiu uma liminar cancelando o pedido de quebra de sigilo nos materiais apreendidos no escritório dos advogados.
Fux, com que o presidente tenta se reaproximar, foi sorteado para o caso. Será a oportunidade de o ministro, que irá assumir a presidência do STF em setembro, mostrar se vai aderir ao bolsonarismo ou não.
Reabrir o Caso Adélio ajudaria Bolsonaro recuperar a “ofensiva” política no discurso, após derrotas sucessivas no judiciário.
Para contextualizar o leitor, dois inquéritos da PF que apuravam a suposta participação de terceiros no ataque a facada foram arquivados. Delegados chegaram à conclusão de Adélio Bispo agiu como “lobo solitário”, ou seja, atuou sozinho com a finalidade de tirar a vida de Bolsonaro. Além disso, a PF também chegou a conclusão de que Adélio é inimputável porque tem doença mental.
O titular dos inquéritos arquivados é o Ministério Publico Federal e não o presidente Bolsonaro, que, por meio de seu advogado, atua como assistente de acusação.

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