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Refratário à cloroquina, Teich cogita deixar o governo

O sucessor de Mandetta no Ministério da Saúde pode durar no cargo não mais que um mês. Nelson Teich está em rota de colisão com Bolsonaro, que deseja obrigá-lo a adotar a cloroquina como um remédio milagroso contra o coronavírus, depois de a Medicina concluir pela ineficiência do medicamento


                      (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
 Menos de um mês depois de empossado no cargo, em 18 de abril último, Nelson Teich está à beira de deixar o Ministério da Saúde do governo Bolsonaro. Se com Luiz Henrique Mandetta o tema foi o isolamento social e o prestígio do ministro diante de um presidente invejoso, o tema agora é a cloroquina.Bolsonaro e Teich tiveram uma reunião dura nesta quinta, na qual o ministro foi cobrado para que mude o protocolo da Pasta, ampliando a recomendação de utilização do medicamento cloroquina no tratamento da Covid-19 (aqui). 
Segundo a coluna Radar de Veja, Teich não topou seguir o “diagnóstico” do presidente, que desejava lhe impor a adesão cega ao uso da cloroquina em todos os pacientes de coronavírus.
Teich deixou claro a Bolsonaro que não apoiará a droga como o presidente deseja. É o ponto de ruptura na relação do ministro com o presidente.
A situação era tratada nesta quinta como “crítica” por auxiliares de Teich na Saúde. Afinal, Bolsonaro passou o dia dando sinais de que insistirá em empurrar goela abaixo no ministro sua decisão sobre a cloroquina. Se Teich não recuar…

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