Em vídeo, Caetiteense internada em São Paulo com Covid-19, conta o sofrimento e medo de encarar a doença. ´Coronavírus não é um resfriado´ - Reconvale Noticias

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Em vídeo, Caetiteense internada em São Paulo com Covid-19, conta o sofrimento e medo de encarar a doença. ´Coronavírus não é um resfriado´

A Caetiteense Silvana Garcia dos Santos, de 54 anos, que contraiu o coronavírus e que está internada em um Hospital de Campanha no Anhembi em São Paulo, deu um depoimento emocionante nas redes sociais falando sobre sua luta e como o Covid-19 é devastador.
Em conversa exclusiva com a redação do Radar 030, Juliana que é filha de Silvana, relatou toda a história. 
Segundo ela, Silvana viajou ao estado de São Paulo no mês de abril onde acompanhava outra filha em tratamento médico. No dia 28, Silvana acordou com um forte crise renal e com dificuldade de respirar. Ela foi levada a UPA Santa Catarina em São Paulo, foi medicada e retornou para casa, mas na madrugada voltou a piorar tendo vômitos, tremedeira, calafrios e febre de 39,2. Sua pressão arterial também caiu e a mesma voltou a um hospital onde ficou em uma "tenda de choque" sendo monitorada. 
"Eu só podia visitar minha mãe meia hora. Eu vi minha mãe praticamente morta" Disse Juliana ao Radar 030. 
No dia 30, Silvana piorou sendo transferida para hospital Doutor Arthur Ribeiro de Saboya, onde ficou internada em um corredor, com mais de centenas de pacientes. Nesta unidade ela teve sangramento nasal, e as plaquetas ficaram abaixo de 30. A saturação caiu, foi quando saiu o resultado de positivo para COVID-19. Silvana piorou, ficou no balão de oxigênio, tendo ainda uma forte anemia. Até agora foram 18 dias de internação.
Felizmente ela saiu do balão de oxigênio, sendo transferida ao hospital de campanha no Anhembi, para abrir vagas para outras pessoas acometidas ao coronavírus com estado grave. Ela se recupera. Silvana ainda está fraca, mas com a esperança de sair forte mais do que nunca.
Em seu relato Silvana desabafou "O coronavírus não é uma gripe, é muito pior do que isso, é muito pior do que isso mesmo, a gente vê pessoas morrendo do nosso lado, pessoas chegam e sem conseguir respirar morrem... Se cuidem gente, cuidem de quem vocês amam. Fiquem em casa." Falou Silvana.
A filha Juliana ainda relatou ao Radar 030, que o vírus se espalha rapidamente, e que ela, seu pai, uma tia e sua avó contraíram o Covid-19, mas todos tiveram sintomas diferentes e mais leves. Juliana ainda afirmou que é de grande importância as pessoas ficarem em casa e que a população de Caetité não leve a coisa na brincadeira. 
"Se não fosse a medicina aqui do estado de São Paulo, talvez minha mãe não estaria mais aqui." Declarou. Veja na integra o vídeo de Silvana:




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