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Cancelamento de festas de São João deve provocar queda de 23% nas vendas, aponta Fecomércio-BA


Cálculos da Fecomércio-BA apontam que o cancelamento dos festejos de São João em cidades do estado da Bahia deve provocar uma retração nas de 23% nas vendas. Mais ligados à data festiva, setores como supermercados e vestuários (roupas, calçados, acessórios, entre outros) devem ser os mais afetados.

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, as vendas em outras datas comemorativas do primeiro semestre também serão fortemente atingidas pela pandemia do novo coronavírus. 

A projeção de vendas da Páscoa, por exemplo, foi revisada de 4,9% de crescimento para queda de 5,6%. O Dia das Mães - segunda data mais forte em vendas, atrás apenas do Natal - deve seguir a mesma tendência, segundo a Fecomércio-BA.

Prefeituras de diversos municípios baianos, incluindo dez das cidades mais procurados para o período, já anunciaram o cancelamento das festas de São João em função da pandemia. O consultor econômico da federação Guilherme Dietze explica a importância dos festejos juninos especialmente para esses municípios e analisa os impactos do seu cancelamento.

“Embora os valores do comércio varejista do estado da Bahia apontem os meses de junho e julho como relativamente fracos ao longo do ano, as festividades têm uma importância muito grande, principalmente, para cidades do interior. As cidades deixarão de receber os turistas. Esses que deixarão de viajar, de se hospedar em pousadas e hotéis, de fazer suas refeições em bares e restaurantes, de comprar o artesanato local, ou seja, de fazer circular a economia, o dinheiro e o emprego, especialmente no interior", avalia.

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