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Interdição Já, para a tranquilidade geral da Nação

"Que esse apelo sensibilize nossos parlamentares com formação na área médica, que podem atestar o quanto Bolsonaro é mentalmente incapacitado para exercer a Presidência da República, sobretudo no atual quadro de pandemia", escreve Hildegard Angel, do Jornalistas pela Democracia  9 horas atrás 11 1 minuto de leitura

Por Hildegard Angel, para o Jornalistas pela Democracia
Multiplicam-se no Twitter os posts com a tag #InterdiçãoJá. Que esse apelo sensibilize nossos parlamentares com formação na área médica, que podem atestar o quanto Bolsonaro é mentalmente incapacitado para exercer a Presidência da República, sobretudo no atual quadro de pandemia, quando milhões de brasileiros correm risco de vida, e que seja encaminhado pedido ao Congresso de sua Interdição por motivo de ausência de saúde mental.
Enquanto o Impeachment tem tramitação lenta, obedecendo a etapas sucessivas, a interdição por doença pode ocorrer com a necessária velocidade, para impedir a propagação dos danos que este indivíduo pode causar à Nação brasileira, enquanto se mantiver ocupando o posto da liderança do país.
Quem assistiu à sua entrevista no programa do Ratinho ficou pasmo de vê-lo defender as aglomerações de pessoas, e delegar aos pastores a tarefa de orientar os fiéis sobre os cuidados necessários nessa situação epidêmica, quando o coronavírus se expande de modo dramático no país, infectando centenas de pessoas, talvez já milhares, que se multiplicarão em pouco tempo em muitas centenas de milhares.
Não bastasse isso, Bolsonaro ainda relativizou, na entrevista, as mortes já ocorridas de brasileiros, e as que hão de ocorrer, no contexto dessa tragédia que se abate sobre nós. Vê-lo desprezar vidas não é novidade. Quem não se lembra de sua declaração, de 1999, “(…)o Brasil só vai melhorar quando partirmos para uma guerra civil, fazendo o trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil (…)”. E emendou: “Se vai morrer alguns inocentes, tudo bem, tudo quanto é guerra morre inocente”. Houve quem achasse que era “uma brincadeira”. Hoje ocupando o poder, com o Brasil em situação de “guerra” sanitária, ele volta a relativizar a morte de brasileiros, influenciando e contaminando com seu pensamento malvado aqueles seguidores que, com ardor de fanáticos religiosos, o consideram “mito”.
Um Presidente da República tem como princípio da função a defesa da vida, não a de muitos, mas a de todos, de cada um do povo. É inaceitável a sua normalização das mortes por doença, sem qualquer empatia, o que pode caracterizá-lo como um sociopata, sem condições mínimas de compreensão e análise do momento dramático que vive o país.
Com a mente débil, a inteligência fronteiriça, aparentemente sofrendo de delírios persecutórios, o presidente Jair Bolsonaro precisa sofrer imediata interdição médica, para a tranquilidade geral da Nação.

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