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Bolsonaro quer flexibilizar combate ao coronavírus; veja o que diz o presidente



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chama de “gripinha” a pandemia de coronavírus, contrariando cientistas e autoridades de saúde de todo o mundo.
Nas últimas horas, enquanto governadores e prefeitos anunciaram medidas para o enfrentamento da COVID-19, Bolsonaro criticou o cancelamento de jogos de futebol, o fechamento dos shoppings, bares e restaures, e outras medidas tomadas pelos poderes estaduais e municipais.
Na noite de sexta-feira (20), por exemplo, no Programa do Ratinho, o presidente da República também defendeu a liberação de cultos religiosos: “Onde já se viu, tem prefeito querendo impedir isso. É um direito constitucional e o pastor vai saber como conduzir isso com o seu povo”, disse Bolsonaro.
A atitude de Bolsonaro é totalmente diversa da do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que neste sábado (21) decretou quarentena de 15 dias a partir da próxima terça-feira, dia 24 de março.
A seguir, o Blog do Esmael selecionar as principais declarações de Jair Bolsonaro sobre o coronavírus. Confira:
“Estamos tendo problema nesse vírus aí, o coronavírus. O mundo todo está sofrendo. As Bolsas estão caindo no mundo todo, com raríssimas exceções. O dólar também está se valorizando no mundo todo, e no Brasil o dólar está R$ 4,40. A gente lamenta, porque isso aí, mais cedo ou mais tarde, vai influenciar naquilo que nós importamos, até no pão, o trigo. Vai influenciar.”
* Ao falar sobre a alta do dólar em transmissão ao vivo nas redes sociais (27 de janeiro de 2020).
“Pelo que parece, tem uma família [de brasileiros] na região onde o vírus está atuando. Não seria oportuno a gente tirar de lá [China], com todo o respeito. Pelo contrário, agora não vamos colocar em risco nós aqui por uma família apenas. A gente espera que os dados da China estejam reais, só isso de pessoas contaminadas. Se bem que são bastante. Mas a gente sabe que esses países são mais fechados no tocante à informação.”
* Sobre a possibilidade de resgatar família de brasileiros que estava em região afetada pelo coronavírus (28 de janeiro de 2020)

“Tem a questão do coronavírus também que, no meu entender, está superdimensionado, o poder destruidor desse vírus. Então talvez esteja sendo potencializado até por questão econômica, mas acredito que o Brasil, não é que vai dar certo, já deu certo.”
* Ao falar com a comunidade brasileira em Miami (9 de março de 2020)

“Durante o ano que se passou, obviamente, temos momentos de crise. Muito do que tem ali é muito mais fantasia, a questão do coronavírus, que não é isso tudo que a grande mídia propaga. Alguns da imprensa conseguiram fazer de uma crise a queda do preço do petróleo.”
* Durante evento em hotel no centro de Miami (10 de março de 2020)

“Vou ligar para o [ministro da Saúde, Luiz Henrique] Mandetta. Eu não sou médico, não sou infectologista. O que eu ouvi até o momento [é que] outras gripes mataram mais do que esta.”
* Durante entrevista em frente ao Palácio da Alvorada (11 de março de 2020)

“O sistema de saúde brasileiro, como os demais países, tem um limite de pacientes que podem ser atendidos. O governo está atento para manter a evolução do quadro sob controle.”
* Em pronunciamento na televisão e no rádio (12 de março de 2020)

“Muitos pegarão isso independente dos cuidados que tomem. Isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Devemos respeitar, tomar as medidas sanitárias cabíveis, mas não podemos entrar numa neurose, como se fosse o fim do mundo.”
* Quando deu entrevista à CNN Brasil, no dia em que saiu às ruas em protestos contra o Congresso (15 de março de 2020)

“Em 2009, 2010, teve crise semelhante, mas, aqui no Brasil, era o PT que estava no poder e, nos Estados Unidos, eram os Democratas, e a reação não foi nem sequer perto do que está acontecendo no mundo todo.”
* Em entrevista à CNN Brasil (15 de março de 2020)

“Porque não vai, no meu entender, conter a expansão desta forma muito rígida. Devemos tomar providências porque pode, sim, transformar em uma questão bastante grave a questão do vírus no Brasil, mas sem histeria.”
* Em entrevista à CNN Brasil (15 de março de 2020)

“Foi surpreendente o que aconteceu na rua. Até com esse superdimensionamento. Tudo bem que vai ter problema. Vai ter. Quem é idoso e está com problema ou deficiência. Mas não é isso tudo que dizem. Até que na China já está praticamente acabando.”
* Um dia depois dos protestos, em entrevista em frente ao Palácio da Alvorada (16 de março de 2020)

“Nós estamos em uma briga pelo poder e vou ser fiel àquilo que eu sempre tive com a população brasileira. Não dá para querer jogar nas minhas costas uma possível disseminação do vírus.”
* Em entrevista à Radio Bandeirantes (16 de março de 2020)

“Está havendo uma histeria”, afirmou. “Se a economia afundar, afunda o Brasil. E qual o interesse dessas lideranças política? Se acabar economia, acaba qualquer governo. Acaba o meu governo. É uma luta de poder.”
* Em entrevista à Radio Bandeirantes (16 de março de 2020)

“Se eu resolvi apertar a mão do povo, desculpe aqui, eu não convoquei o povo para ir às ruas, isso é um direito meu. Afinal de contas, eu vim do povo. Eu venho do povo brasileiro.”
* Em entrevista à Radio Bandeirantes ​ (16 de março de 2020)

“Esse vírus trouxe uma certa histeria. Tem alguns governadores, no meu entender, posso até estar errado, que estão tomando medidas que vão prejudicar e muito a nossa economia. (…) A vida continua, não tem que ter histeria. Não é porque tem uma aglomeração de pessoas aqui e acolá esporadicamente [que] tem que ser atacado exatamente isso. [É] tirar a histeria. Agora, o que acontece? Prejudica.”
* Quando dava entrevista à rádio Super Tupi. Ele disse, ainda, que faria uma “festinha tradicional” em comemoração ao seu aniverário e ao de sua mulher (17 de março de 2020)

“Superar este desafio depende cada um de nós. O caos só interessa aos que querem o pior para o Brasil. Se, com serenidade, população e governo, junto com os demais poderes, somarmos os esforços necessários para proteger nosso povo, venceremos não só este mal como qualquer outro!”
* Em publicação na sua conta do Twitter (18 de março de 2020)

“Começamos a nos preparar. Até que os primeiros casos começaram a aparecer no Brasil. Alguns achavam que a gente deveria suspender o carnaval. Tivemos esses dias um governador que queria impedir as pessoas de ir a praia. Não só foi um fracasso como o número de pessoas nas praias aumentou” (18 de março de 2020)

“Onde já se viu, tem prefeito querendo impedir isso. É um direito constitucional e o pastor vai saber como conduzir isso com o seu povo”
* Programa do Ratinho, sobre liberação de cultos evangélicos (20 de março de 2020).

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