#Verificamos: É falso que Lula e Dilma ‘mandaram R$ 30 bilhões para fora do Brasil’ - Reconvale Noticias

#Verificamos: É falso que Lula e Dilma ‘mandaram R$ 30 bilhões para fora do Brasil’

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#Verificamos: É falso que Lula e Dilma ‘mandaram R$ 30 bilhões para fora do Brasil’

#Verificamos: É falso que Lula e Dilma ‘mandaram R$ 30 bilhões para fora do Brasil’
                          
                José Cruz/Agência BrasilMais
Circula nas redes sociais a informação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff, ambos do PT, teriam enviado R$ 30 bilhões para fora do Brasil. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Lula e Dilma mandaram R$ 30 bilhões para fora do país”Título de matéria do site “Política e Poder” que, até as 15h do dia 18 de abril, já tinha sido compartilhada 616 vezes
FALSO

O título distorce a informação que consta no conteúdo publicado. O texto não se refere a remessas de dinheiro ao exterior pelos ex-presidentes, mas sim a financiamentos de exportação de serviços de empresas brasileiras executado pelo BNDES.

“A lista de países que mais receberam financiamentos do BNDES nos governos Lula e Dilma mostra onde foi parar o dinheiro”Texto de matéria do site “Política e Poder” que, até as 15h do dia 18 de abril, já tinha sido compartilhada 616 vezes
FALSO
Segundo o próprio BNDES, o banco não envia dinheiro a outros países, nem financia obras em países estrangeiros. O financiamento feito pelo BNDES contempla a exportação de bens e serviços de engenharia brasileiros para empreendimentos em outros países. Ainda assim, o banco não financia toda a obra, mas apenas a parte de bens e serviços brasileiros que são exportados para uso nela.

Diz o BNDES em seu site: “Essas operações funcionam da seguinte maneira: o BNDES desembolsa recursos no Brasil, em Reais, à empresa brasileira exportadora à medida que as exportações são realizadas e comprovadas. Quem paga o financiamento ao BNDES, com juros, em dólar ou euro, é o país ou empresa que importa os bens e serviços do Brasil. Assim, é falso dizer que há envio de dinheiro do BNDES para o exterior. Pelo contrário: o financiamento à exportação gera entrada de recursos no Brasil, contribuindo para melhorar o desempenho do balanço de pagamentos externos do nosso país”.

“Apenas quatro países – Angola, Argentina, Venezuela e República Dominicana – levaram do Brasil US$ 8 bilhões em financiamentos sem retorno”Texto de matéria do site “Política e Poder” que, até as 15h do dia 18 de abril, já tinha sido compartilhada 616 vezes
FALSO
É falso que esses quatro países tenham levado do Brasil “financiamentos sem retorno.” Segundo a tabela dos principais destinos dos financiamentos executados pelo BNDES, Angola recebeu US$ 3,2 bilhões, a Argentina recebeu US$ 2 bilhões, Venezuela, US$ 1,5 bilhão e República Dominicana, US$ 1,2 bilhão. Somados os valores, chega-se a US$ 7,9 bilhões. Mas apenas a Venezuela tem saldo em aberto, no valor de US$ 352 milhões. Todos os outros países estão quitando seus empréstimos em dia.
Além disso, esses empréstimos foram feitos no período de 1998 até 2019, ou seja, nos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer – e não apenas nas administrações petistas.
“Pior: o avalista do empréstimo é o governo brasileiro, ou seja, o contribuinte. O contribuinte pagará tanto o que o BNDES tomou do Tesouro para financiar a Odebrecht lá fora quanto o calote dos países financiados”Texto de matéria do site “Política e Poder” que, até as 15h do dia 18 de abril, já tinha sido compartilhada 616 vezes
FALSO
De acordo com o BNDES, o avalista de qualquer empréstimo feito pelo banco não é o contribuinte brasileiro, mas sim o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), através do Seguro de Crédito à Exportação (SCE). Esse seguro funciona como qualquer outro: cobra um valor do país que pede o empréstimo proporcional ao risco que representa ao banco emprestar o dinheiro solicitado.

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