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“Ela tinha medo dele”, diz pai da jovem morta por ex-namorado em Samambaia




Num clima de forte comoção, amigos da faculdade, do trabalho e familiares se despediram da estudante Jane Carla Fernandes Cunha, 20 anos, no cemitério de Taguatinga nesta segunda-feira (14/3). A jovem foi assassinada no último sábado (12) pelo ex-namorado Jhonata Alves, em Samambaia, que se matou em seguida.
Pai de Jane Carla lembrou que sempre a levava para a faculdade, porque ela tinha medo de Jhonata

O pai de Jane, Olessio Cruz, recebeu o carinho dos amigos e a todo momento lembrava o que poderia ter feito para evitar o crime. “Eu poderia ter ficado em casa. Sempre a levava para a faculdade porque ela tinha medo dele. Temia que algo pudesse ocorrer. Ele já frequentou nossa casa. Eu o aconselhava tanto. Agora, o que resta é rezar por eles, que alcancem a paz”, lamentou.

Marcos Sena, tio da jovem e agente de polícia, disse que Jhonata sempre batia nela. “A última agressão foi no feriado de carnaval, quando eles foram para Caldas Novas (GO). Esse foi o estopim pra ela colocar um fim ao relacionamento. Infelizmente, ela não podia contar para ninguém porque ele dizia que mataria a mãe dela caso alguém descobrisse. Desde então, ela vivia sob constante ameaça. Ele enviava mensagens, era obcecado”, contou ao Metrópoles.

No início do ano, Jane Carla registrou uma ocorrência contra Jhonata na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) por agressão e ameaça.
Na cerimônia, amigos lembravam o quanto Jane Carla era alegre e determinada. Ela fazia faculdade de direito e frequentava a igreja católica. Professores do UniCeub, onde estudava, também prestaram as últimas homenagens.

Stefany Fernandes, 22 anos, prima da jovem, contou que Jane Carla trabalhava num escritório de advocacia e que ficou surpresa com a morte. “É muito difícil acreditar. Ela namorou com ele por mais ou menos seis anos. Não imaginaríamos que chegaria a esse ponto”, desabafou.

A jovem tinha uma irmã mais velha e morava apenas com os pais em Samambaia. Ela saía do banho quando foi surpreendida por Jhonata armado. Segundo a família, ele chegou a errar alguns disparos antes de acertar a ex-namorada com tiros nas costas e cabeça.

“Ela era muito alegre, meiga e ligada à família. Eles namoraram por seis anos, estavam noivos quando ela pediu um tempo do relacionamento. O casamento seria no fim deste ano. Nossa família o acolheu como filho, gostávamos dele, todo mundo pensava que ele era um menino bom”, disse a tia Neura Cunha.

Jhonata foi enterrado no domingo (13) também no cemitério de Taguatinga. Cerca de 50 pessoas, entre familiares e amigos, estiveram no enterro. O Metrópoles esteve no local, mas a família não quis se pronunciar sobre o caso.


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