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São Miguel das Matas agoniza e pede socorro por falta d'água .




Miguelenses "tentam" fechar a porta depois de roubados!!
Adágio popular bem aplicado para São Miguel das Matas nos tempos hodiernos.
Confesso-lhe que, o meu coração fica profundamente entristecido com esta situação em que, no passado, assistíamos apenas pela televisão, em regiões áridas e semiáridas como à Caatinga e o Sertão, que aliás, era algo bem distante de nós. Infelizmente hoje, a nossa situação não é diferente, carro pipa tendo que abastecer as residências, algo inimaginável.
Lembro-me que, algumas décadas atrás, jorrava água em abundância dos minadores naturais em toda a parte do município de São Miguel. Mas com a interferência do homem sobre a Natureza de forma incontrolada, impensada, e até mesmo irresponsável desmatando as cabeceiras dos rios, para a agricultura e a pecuária, a Natureza agoniza e pede socorro.
O pior é que, vejo alguns que estão sofrendo dos mesmos males, (acredito que por ingenuidade e não por má fé) insistem em colocar a culpa no povo, na população. Achando que o povo é o culpado, por isso deve pagar mais esta conta e ser penalizado.
Entretanto, o maior culpado é o Poder Público, são os administradores do município de São Miguel das Matas, que há décadas fecharam os olhos para esta realidade. Prefeitos que preferem dar 10 reais, autorizar 20 litros de gasolina, pagar uma conta de luz, pagar uma cerveja no bar...(isso dá voto) enquanto fazer e realizar PROJETOS BONS que favoreçam todas as pessoas, não se preocupam.
Além das outras, onde estiveram as secretarias de Agricultura, Meio Ambiente, Administração, que não implementaram ações conjuntas e efetivas para, pelo menos, controlar esta situação para não chegar ao caos? Por que os prefeitos nunca fizeram uma política de preservação à natureza, de reflorestamento das nascentes, de incentivar a plantação das matas ciliares? Onde estiveram os vereadores que assistiam a tudo isso de camarote?
Sem sobra de dúvidas, esta dívida vai, sobretudo para os prefeitos, secretários e vereadores das últimas décadas que foram complacentes, senão coniventes com esta situação.


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