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Jornal dos EUA diz que forçar saída de Dilma "causaria sérios danos à democracia"

O jornal The New York Times, dos Estados Unidos, publicou um editorial nesta segunda-feira (17) sobre a situação do Brasil. Segundo o editorial, retirar Dilma da Presidência sem nenhuma evidência concreta de irregularidade “iria causar sérios danos a uma democracia, que vem ganhando força há 30 anos, sem qualquer benefício de equilíbrio". — E não há nada que sugira que nenhum outro líder faria um trabalho melhor com a economia. O jornal dos EUA afirmou que, mesmo com a situação econômica brasileira ruim, não existe uma justificativa para um impeachment. O texto diz que o País está em “frangalhos”, mas reforça que, no meio da turbulência em que o Brasil vive, “é fácil deixar de notar a boa notícia: a solidez das instituições democráticas do Brasil”. O texto cita a operação Lava Jato, que já prendeu diversos ex-diretores da Petrobras, mas afirma que o Ministério Público não foi dissuadido de seu trabalho e quebrou a cultura da imunidade para as elites empresariais e governamentais. New York Times diz ainda que, embora a Lava Jato tenha criado problemas políticos para a presidente Dilma Rousseff, ela “admiravelmente não tem feito nenhum esforço para restringir ou influenciar as investigações”. “Pelo contrário, ela tem salientado repetidamente que ninguém está acima da lei”, e apoiou Rodrigo Janot para mais um mandato de dois anos à frente da Procuradoria-Geral da República. Por fim, o texto afirma que “não há dúvida de que os brasileiros estão enfrentando tempos difíceis e frustrantes, e as coisas tendem a piorar antes de melhorar”, mas que a solução não deve ser minar as instituições democráticas que são a garantia da estabilidade, da credibilidade e de um governo honesto. No domingo (18), o diário britânico Financial Times também saiu em defesa de Dilma em seu editorial. Apesar do escândalo de corrupção identificado na Operação Lava Jato e da economia brasileira patinando, os pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff não devem ser levados adiante e a comandante deve permanecer no Planalto porque seria substituída por um “político medíocre”, informou o jornal, uma das principais publicações da área no mundo.

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