As manifestações de entidades sociais programadas para esta quinta-feira (20), planejadas pelo PT como respostas aos protestos do último domingo contra o governo federal, sofreram um racha.
De acordo com reportagem do jornal O Globo, em pelo menos cinco capitais, entre elas Salvador, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), responsável pelas maiores manifestações realizadas por grupos de esquerda nos últimos anos, ficou insatisfeito com o caráter chapa-branca da mobilização e decidiu organizar atos próprios.
Além disso, lideranças petistas poderão enfrentar situações constrangedoras na capital baiana. Em nota enviada à imprensa, o Psol baiano informou que a “versão original” dos atos seria uma jornada nacional em defesa da democracia, dos direitos sociais e contra o ajuste fiscal de Dilma e Levy. Segundo a legenda, que conta com representações no Movimento Sem Teto Democrático e de Lutas (MSTB-DL), Intersindical, movimento negro, de juventude e de mulheres, os atos planejados pelo PT e pela CUT foi após tomarem conhecimento do pedido de impeachment que seria puxado nos protestos do último domingo.
“O Psol salienta que não é a favor do pedido de impeachment da presidente Dilma, solicitada pela direita brasileira, mas, também, não é favor da política adotada pelo governo federal como, por exemplo, a chamada “Agenda Brasil” na qual prevê a regulamentação das terceirizações, a revisão do marco jurídico das áreas indígenas, aceleração das licenças ambientais, a cobrança dos serviços no SUS, ampliação da idade mínima para aposentadoria, dentre outras medidas. Portanto, o Psol deixa claro que irá às ruas para lutar por mais direitos sociais, contra o avanço conservador e contra à política de ajuste fiscal do governo Dilma Roussef”, afirma na nota enviada à imprensa.
Procurado para comentar o racha, o presidente do PT, Rui Falcão informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não falaria sobre o assunto porque a organização das manifestações é de responsabilidade exclusiva de movimentos sociais. No entanto, apesar de não se posicionar como organizador, o partido usou comerciais de TV e rádio, na terça-feira, para convocar a população a participar dos atos em todo o país. Dirigentes petistas também utilizaram redes sociais para divulgar as manifestações.

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